G.Sachs inicia cobertura de ações de 4 brasileiras de alimentos

Goldman Sachs iniciou cobertura das ações do frigorífico Minerva com uma recomendação de compra, enquanto os papéis da Marfrig receberam classificação de venda

Gabriela Mello, da Agência Estado,

23 de março de 2010 | 14h20

O Goldman Sachs Group iniciou a cobertura das ações de quatro companhias brasileiras do setor alimentício com uma importância global cada vez maior, informou o banco nesta terça-feira em relatório destinado aos clientes.

 

"Embora a China defina o ritmo da demanda global por alimentos, o controle de grande parte da oferta agora está no Brasil. Como em muitos outros produtos agrícolas, o Brasil está passando de um seguidor de preços para um estabelecedor de preços. Apesar de sua crescente relevância, as ações setoriais do Brasil têm sido negligenciadas, e nem todas as análises têm acompanhado sua nova importância", disse o Goldman Sachs.

 

O banco iniciou a cobertura das ações da JBS, maior produtora de carne bovina do mundo, e da BRF-Brasil Foods, ambas com recomendação neutra. "Nós estaremos neutros com relação à Brasil Foods até que as sinergias comecem a fluir. Para a JBS, esperaremos por mais visibilidade das ofertas públicas pretendidas. Ambas as ações podem parecer boas em 2011, mas vemos risco de más notícias antes disso", afirmou o Goldman Sachs.

 

A Brasil Foods foi criada no ano passado por meio da fusão da Sadia com a Perdigão. No começo deste mês, a JBS anunciou planos de fazer uma oferta primária e secundária de ações na BM&FBovespa.

 

"Apesar de um cenário atraente no longo prazo, estamos nervosos no curto prazo, já que a oferta de gado vivo está apertada e a competitividade entre frigoríficos deve pressionar as margens da carne bovina; a inflação dos preços dos grãos provavelmente afetará a lucratividade do frango e dos suínos; as exportações de frango e de carne suína permanecem fracas; e as companhias têm muitas aquisições recentes para digerir", explicou o banco.

 

O Goldman Sachs iniciou ainda a cobertura das ações do frigorífico Minerva com uma recomendação de compra, enquanto os papéis da Marfrig receberam classificação de venda. "Achamos que o direcionamento da Marfrig para 2010 deve se estender, com risco para os resultados do primeiro semestre. Os desafios mais sérios surgem da integração de sua mais recente aquisição, a Seara, na nossa visão. A Minerva, por outro lado, parece se isentar da maioria das dificuldades, vendendo apenas carne bovina e com uma capacidade bem ajustada à oferta", explicou o banco. As informações são da Dow Jones.

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