Home Broker da Bovespa bate novo recorde em abril

O Home Broker da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que permite ao investidor operar no mercado de ações sem sair de casa, bateu novo recorde de negócios em abril. De acordo com balanço mensal divulgado hoje pela bolsa, o sistema teve médias diárias de R$ 268,9 milhões e 34.100 negócios. Em março foram R$ 250,1 milhões negociados em média, e 31.683 negócios. A participação do home broker no total de negócios da Bovespa em abril também atingiu a máxima histórica, alcançando 21,31%, acima dos 20,12% do mês anterior. Foram realizados 57.939 acessos ao sistema, ante 59.507 em março. O valor médio das operações manteve-se nos mesmos R$ 7,8 mil registrados no mês anterior. Atualmente, 51 corretoras oferecem o serviço. A Bovespa listou 28 clubes de investimento em abril, elevando para 151 o número de novos registros em 2006. Desde o lançamento do programa de popularização, em setembro de 2002, foram criados 1.095 clubes. No total, a Bovespa lista 1.430 clubes até 31 de abril. No que se refere ao patrimônio líquido, totalizam R$ 8,3 bilhões e reúnem 121,5 mil cotistas, segundo os últimos dados disponíveis, de março deste ano. A Bovespa movimentou um total de R$ 45,5 bilhões em abril, volume que apresentou queda de 9,5% na comparação com os R$ 50,3 bilhões registrados em março. A média diária de negócios foi de R$ 2,5 bilhões, com 83.116 negócios, ante R$ 2,2 bilhões e 81.152 operações em março. As ações que registraram maior giro financeiro no mês passado foram Petrobras PN (R$ 4,54 bilhões); Vale do Rio Doce PNA (R$ 3,12 bilhões); Bradesco PN (R$ 1,83 bilhão); Telemar PN (R$ 1,73 bilhão) e Telemar ON (R$ 1,43 bilhão). Em abril, os investidores estrangeiros mantiveram-se na liderança da movimentação financeira mensal da Bovespa, com participação de 35,58% do volume total, ante 37,77% em março. Os investidores institucionais ficaram em segundo lugar, com 26,84%; contra 24,87% no mês anterior. As pessoas físicas ocuparam a terceira posição, com 23,76%, ante 25,65% em março. Na seqüência, ficaram as instituições financeiras, com 12,17%, ante 10,05%; as empresas, com 1,50%, ante 1,57%; e o grupo outros, com 0,15%, contra 0,10% em março. O mercado à vista respondeu por 93,7% do volume financeiro total em abril, seguido pelo de opções, com 3,3%, e pelo mercado a termo, com 3%. O after market negociou R$ 109.022.969,99, com 14.592 negócios no mês, ante os R$ 113.475.726,66 e 13.880 operações registradas no período anterior. O Ibovespa encerrou abril com valorização de 6,3%, a 40.363 pontos. As ações que atingiram as maiores altas foram Telemar ON (+82,1%), Brasil Telecom Par ON (+37,5%); Eletrobrás ON (+23,5%), Embratel Participações PN (+22,5%) e Souza Cruz ON (+20,2%). No mesmo período, as maiores baixas foram registradas pelas ações Contax PN (-9,8%); Braskem PNA (-7,8%); Telesp PN (-7,2%); Vivo PN (-6,3%); e Telemig Participações PN (-5,0%). Os demais índices da bolsa também subiram: ITEL (+7,3%, a 1.042 pontos), IBrX-50 (+5,7%, a 5.790 pontos), IBrX-100 (+5,4%, a 12.836 pontos), ITAG (+4,4%, a 5.918 pontos), ISE (+3,7%, a 1.229 pontos), IVBX-2 (+3,4%, a 4.063 pontos); IGC (+3%, a 4.368 pontos); e IEE (+2%, a 12.392 pontos). O valor de mercado (capitalização bursátil) das empresas com ações negociadas na Bovespa, em abril, atingiu R$ 1,37 trilhão. As 73 empresas que, ao fim de abril, integravam os Níveis Diferenciados de Governança Corporativa da Bovespa representaram 48% do valor de mercado, negociando 53% do volume financeiro e 55% da quantidade de negócios no mercado à vista. Em abril, sete Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), quatro Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e quatro debêntures iniciaram negociação nos mercados de renda fixa da Bovespa. O volume financeiro do mercado secundário totalizou R$ 84.230.145,69, ante R$ 260.210.209,32 em março, somados os negócios realizados no Bovespa Fix e Soma Fix. Desse total, R$ 54.528.700,73 referem-se a FIDCs, R$ 23.616.201,97 a debêntures e R$ 6.085.242,99 a CRIs.

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