Hong Kong sobe 0,7%, puxada pela China Mobile

A Bolsa de Hong Kong encerrou o pregão de hoje com alta. O índice Hang Seng subiu 0,7%, ultrapassou o nível de resistência dos 18.100 pontos e fechou aos 18.113,57 pontos. As ações da China Mobile, que subiram 1,1%, lideraram a alta. O desempenho desses papéis foi impulsionado pelas expectativas quanto aos resultados da operadora de telefonia celular no terceiro trimestre, que seriam divulgados após o fim do pregão. Na Bolsa de Xangai, na China, as ações de bancos se valorizaram com uma notícia sobre a oferta pública inicial do BICC, Banco Industrial e Comercial da China (ICBC, na sigla em inglês), marcada para o dia 27. Mas a queda nos papéis das companhias aéreas puxou o índice Xangai Composto para uma baixa de 0,1% e o Shenzhen Composto para um declínio de 0,4%. Uma fonte ligada à operação do BICC revelou hoje que a ação do banco deve ter seu preço fixado em 3,11 yuans, próximo ao limite superior da faixa indicativa de preço (2,60 a 3,12 yuans). Estimuladas em parte por essa notícia, as ações do China Merchants Bank subiram 4,3%, as do China Minsheng Bank aumentaram 2,3% e as do Shanghai Pudong Development Bank tiveram alta de 1,5%. No setor de aviação, Shanghai Airlines perdeu 3,6%, Air China caiu 1,9% e China Eastern Airlines teve queda de 1,7%. O mercado cambial seguiu o movimento de queda do dólar diante das principais moedas. A moeda norte-americana foi cotada a 7,9025 yuans no sistema automático de preços, contra 7,9095 yuans ontem. Em Taiwan, o índice Taiwan Weighted da Bolsa de Taipei registrou alta de 0,6%, liderada pelos setores de cimento e borracha. De acordo com o operador de um banco estrangeiro, esses setores foram beneficiados pela crença de que a China aumentará sua demanda por matérias-primas. Ações do setor de tecnologia também tiveram forte desempenho, em parte devido aos resultados trimestrais da fabricante de chips de memória ProMOS Technologies, cujos papéis subiram 4,3%. O índice Kospi da Bolsa de Seul, na Coréia do Sul, registrou alta de 0,8%. Segundo os analistas, o índice pode continuar a subir nas próximas sessões, influenciado pelos resultados do índice Dow Jones da Bolsa de Nova York e pelos balanços trimestrais da empresas sul-coreanas. Mas o desempenho da bolsa local deve ficar abaixo de outros mercados globais, devido às preocupações com a questão nuclear da Coréia do Norte. As ações da Posco subiram 2% com a expectativa em torno do anúncio da ampliação da aliança de capital entre a siderúrgica e a japonesa Nippon Steel. De fato, depois do pregão, ambas as empresas confirmaram que aumentarão sua troca de ações. Em Sydney, na Austrália, o índice S&P/ASX 200 ganhou 1% e alcançou 5.335,4 pontos, o maior nível em cinco meses, apoiado pelas empresas de mineração. A Rio Tinto se valorizou 3% e a BHP Billiton teve ganho de 2,1%, impulsionadas pela divulgação do crescimento da produção industrial da China. A News Corp. comprou uma participação de 7,5% na empresa de mídia Fairfaz, que se valorizou 6,5%. O índice PSE Composto da Bolsa de Manila, nas Filipinas, avançou 0,8%, influenciado pelo desempenho do Dow Jones. Philippine Long Distance Co., a ação mais negociada, teve alta de 0,9%. Na Malásia, o índice composto de 100 blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur encerrou o pregão em alta de 0,04%. O índice Strait Times da Bolsa de Cingapura elevou-se em 0,71%. Na Indonésia, o índice JSX Composto da Bolsa de Jacarta teve ganho de 0,27%. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

20 de outubro de 2006 | 07h25

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