HRT levará fatia da Petra/Solimões se não for feita venda à TNK-BP

HRT detém os outros 55% de participação e, por contrato, tem o direito de exercer a opção de compra ou de obrigar a Petra a vender sua fatia a terceiros

Eulina Oliveira, da Agência Estado,

27 de maio de 2011 | 08h24

A HRT divulgou ontem à noite comunicado ao mercado em que reitera que exercerá o seu direito de compra da fatia de 45% da Petra sobre 21 blocos localizados na Bacia do Solimões, caso esta companhia não queira vendê-la à russo-britânica TNK-BP. A HRT detém os outros 55% de participação e, por contrato, tem o direito de exercer a opção de compra ou de obrigar a Petra a vender sua fatia a terceiros. Conforme o comunicado, o prazo para exercício de uma das duas opções expirou-se na última quarta-feira, dia 25.

No comunicado, a HRT diz que, ao longo daquele dia, ocorreram encontros e negociações com a Petra, "visando uma solução amigável" para a venda da fatia à TNK-BP. "Ao longo dos últimos meses, a HRT encaminhou à Petra a manifestação de interesse de várias empresas na aquisição desta participação, entre elas a TNK-BP", diz o comunicado. "No último dia 20 de maio, a TNK-BP apresentou à Petra proposta de aquisição no valor de US$ 1,050 bilhão, à qual a Petra não deu acolhida. Considerando que o interesse da HRT sempre foi o de uma solução amigável, foi proposta à Petra uma negociação visando à extensão do prazo das opções", acrescenta.

De acordo com a HRT, nas negociações da última quarta-feira, "no intuito de chegar a uma solução negociada", e com base no seu direito previsto por contrato, a companhia solicitou à TNK-BP que adiantasse novas condições de negociação para atender a demandas da Petra. "De forma a contribuir com um resultado positivo para as negociações, a TNK indicou durante as discussões que, caso o prazo de exercício das opções fosse estendido, outras soluções estruturais poderiam ser consideradas, incluindo pagamentos ajustáveis de acordo com resultados operacionais e reservas que excedessem as expectativas, porém a Petra não aceitou as novas condições apresentadas", afirma.

Segundo a HRT, considerando que o prazo para exercício das opções encerrava-se na quarta-feira, a "companhia, na conformidade das diretrizes do conselho de administração, a fim de assegurar seus interesses, notificou a Petra sobre seu direito de obrigá-la a vender a sua participação à TNK-BP". Na mesma notificação, diz a companhia, estabeleceu-se que, em caso de obstáculos à venda para a TNK-BP, prevalecerá a opção de compra exercida pela companhia, nos valores derivados da abertura de capital, no valor de R$ 1,288 bilhão.

"A HRT informa que o exercício da opção não afeta a previsão de investimentos em seus projetos de exploração no Brasil e no exterior, a curto e médio prazos, bem como reitera que não é de seu interesse deter a totalidade dos ativos dos blocos do Solimões", informa a empresa, no comunicado.

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