HSBC eleva projeção da Petrobras de neutra para overweight

As cotações atuais das ações da companhia indicam um retorno potencial de cerca de 30%

Daniela Milanese, da Agência Estado,

22 de fevereiro de 2010 | 14h57

Apesar dos riscos regulatórios ainda existentes, as ações da Petrobras voltaram a ficar atrativas, na avaliação da analista Anisa Redman, do HSBC. Ela acaba de elevar a recomendação dos papéis de neutra para overweight.

 

A especialista argumenta que as ações têm mostrado desempenho pior do que o petróleo Brent, o Ibovespa e seus próprios eurobonds desde janeiro de 2008 - com diferenças de 7%, 29% e 69%, respectivamente. Segundo Anisa, as incertezas regulatórias aumentaram o contraste do comportamento desses ativos a partir de meados do ano passado.

 

No entanto, o desenvolvimento e a exploração no pré-sal estão mostrando "progresso impressionante" e as reservas provadas de óleo e gás subiram 109% no ano passado, diz Anisa em relatório.

 

Ela avalia que as incertezas regulatórias sobre a companhia podem persistir até julho, já que os projetos sobre a capitalização e o novo modelo do setor ainda tramitam no Congresso - e são pontos importantes para a precificação futura da empresa.

 

Mas, os preços atuais das ações implicam em um retorno potencial de cerca de 30%. O preço-alvo dos papéis PN foi elevado de R$ 38,00 para R$ 44,00. A projeção para as ações ON subiu de R$ 47,00 para R$ 51,00. A analista, que fica em Londres, mantinha recomendação neutra para a Petrobras desde abril do ano passado.

 

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