HSBC prevê Selic a 12% ao ano no fim de 2007

A taxa básica de juros (Selic) vai continuar em queda este ano, o que deve fazer com que os potenciais ganhos da renda fixa diminuam, se aproximando ainda mais da rentabilidade da poupança. O investidor deve acompanhar esse movimento, para avaliar onde aplicar seus recursos. Segundo o economista-chefe do HSBC no Brasil, Alexandre Bassoli, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada no dia primeiro de fevereiro, sugere que a decisão do Banco Central de diminuir o ritmo do relaxamento monetário foi provavelmente causada por quatro fatores: o fato de a Selic vir caindo continuamente por 17 meses; o impacto da política fiscal expansionista; a aceleração da demanda doméstica; e a alta na inflação em dezembro e janeiro passados. De acordo com o analista, parece estar claro na ótica do Copom que ainda há um considerável espaço para mais reduções nos juros nos próximos meses. Bassoli prevê que o mais provável é que a Selic atingirá 12% em julho - ou seja, ocorrerão quatro cortes de 0,25 ponto porcentual nas quatro próximas reuniões do Copom - e após isso permanecerá inalterada até o final do ano. Atualmente, a Selic está em 13% ao ano. O analista não descarta a possibilidade da Selic ser reduzida um pouco mais até dezembro. Mas diz estar razoavelmente pessimista com o crescimento potencial da economia. "Achamos que o potencial de crescimento do PIB é possivelmente inferior a 3%", disse. "Há uma pequena capacidade ociosa a ser ocupada, mas desequilíbrios poderão emergir, se o crescimento acelerar para além dos 3,5%." Segundo ele, diante da posição expansionista da política fiscal e os agressivos cortes na Selic no segundo semestre de 2006, o crescimento deve ganhar ritmo nos próximos meses. "Não está claro para nós, neste estágio, se a Selic poderá ser menor do que 12% no final deste ano", disse.

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