Ibá deve pedir Reintegra em 5% ou 6% em 2015

A presidente da associação Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), Elizabeth Carvalhaes, fez duras críticas às políticas do governo em relação à exportação e tributos da indústria, principalmente os impactos no setor de papel e celulose. "A crise interna dá sinais de que está pior do que a externa e o governo nesse final de mandato criou medidas paliativas, que ficaram permanentes com a pressão da indústria", disse Elizabeth, que acrescentou: "O (programa) Reintegra foi de 0,3% para 3%, mas tem que virar 5% ou 6% e essa será a nossa pressão em 2015".

MARCELLE GUTIERREZ, Estadão Conteúdo

07 de outubro de 2014 | 16h30

A presidente do Ibá reforçou que a indústria precisa do mercado internacional, já que o interno já esgotou. "Na celulose, o governo tem cerca de R$ 1,2 bilhão que deve à indústria de retorno de impostos de produtos exportados. O sistema tributário é desfavorável".

Elizabeth reforçou a necessidade da desoneração tributária dos investimentos. "O mais inaceitável é tributar investimentos. A média de tributos recolhidos aos cofres públicos é de 18%, antes mesmo de ter um produto. Isso é um retrocesso e na contramão de qualquer economia."

A presidente informou que a Ibá entregou, antes da definição do segundo turno das eleições presidenciais, documento para os três principais candidatos - Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) - no qual são solicitadas melhora da segurança jurídica, regulamentação do código florestal e melhora da política de terceirização de trabalhadores.

Tudo o que sabemos sobre:
IbáReintegra2015

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.