IBC-Br puxa taxa de juros para o alto

O quadro doméstico segue complexo, em meio a um ambiente externo de maior aversão ao risco. O IBC-Br, proxy do Banco Central para o PIB, divulgada nesta sexta-feira, 14, confirmou a tendência mostrada pela produção industrial e pelos dados do varejo de uma atividade mais forte do que a esperada no início do ano, em janeiro. Ao mesmo tempo, a inflação vem apresentando números mais salgados nos últimos dias, enquanto o governo tenta reequilibrar o setor elétrico com o anúncio, feito na quinta-feira, 14, de um aporte de R$ 4 bilhões para evitar um aumento das tarifas antes das eleições - o que traria nova pressão para os preços ao consumidor.

FERNANDO TRAVAGLINI, Agencia Estado

14 de março de 2014 | 09h57

No exterior, a aversão ao risco voltou a subir, em meio à tensão com a Ucrânia, com expectativa pelo resultado do referendo na Crimeia, no domingo, 16. O VIX, termômetro do apetite dos investidores, fechou ontem acima de 16 pontos, em forte alta. Na manhã de hoje, os yields dos Treasuries marcam mínimas, com a taxa de 10 anos próxima de 2,60%. Pesa também o índice de preços ao produtor (PPI) de fevereiro nos Estados Unidos, que recuou 0,1%, ante previsão de +0,2%. O índice de sentimento do consumidor, medido pela Universidade de Michigan, referente ao mês de março sai às 10h55.

Em reação ao IBC-Br, as taxas de juros domésticas operam em alta nos primeiros negócios. O contrato para janeiro de 2015 oscilava há pouco para 11,18%, de 11,15% no ajuste de ontem. O DI mais longo, para janeiro de 2017, avançava para 12,60%, de 12,50% na véspera.

O IBC-Br subiu 1,26% em janeiro, ante dezembro do ano passado, após registrar queda de 1,40% no último mês de 2013 em relação ao mês anterior (dado revisado), na série com ajuste sazonal. A alta ficou acima da mediana das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE Projeções (1,00%).

Já as empresas de distribuição de energia elétrica terão um socorro de R$ 12 bilhões para arcar com a conta da forte estiagem que atinge o Brasil, demandando o acionamento das térmicas, sendo que R$ 8 bilhões virão de um financiamento bancário à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e outros R$ 4 bilhões, do Tesouro Nacional (aporte na Conta de Desenvolvimento Energético). O governo realizará ainda um leilão de energia.

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