IBGE confirma recessão e dólar abre instável

A economia brasileira entrou oficialmente em recessão, a primeira desde 2009, segundo mostram dados divulgados nesta sexta-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O PIB caiu 0,6% no segundo trimestre, ante o primeiro trimestre, resultado pior do que o esperado pelos analistas ouvidos pelo AE projeções, cuja estimativa mediana era de -0,4%. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado houve contração de 0,9%, também pior do que a mediana das projeções, de -0,60%.

ÁLVARO CAMPOS, Estadão Conteúdo

29 de agosto de 2014 | 09h36

Além de confirmar um quadro de recessão técnica, a atividade econômica bastante fraca deve entrar de vez na disputa eleitoral, com os candidatos da oposição usando esse desempenho para criticar a administração da presidente Dilma Rousseff (PT). Até o momento, os ataques estavam focados principalmente na inflação, que em 12 meses continua no teto da meta, a 6,50%. Em instantes será divulgado outro dado, que também está relacionado a outro ponto delicado do atual governo: as contas públicas.

No caso do resultado do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência), que o Tesouro Nacional informa também hoje, as expectativas variam de -R$ 3,3 bilhões a +R$ 2,1 bilhões, com mediana zero. Na sequência, às 10h30, o Banco Central informa o resultado primário do setor público consolidado do mês passado e as estimativas oscilam de -R$ 2,9 bilhões a +R$ 2,0 bilhões, com mediana de +R$ 1,2 bilhão.

No mercado de câmbio, o dólar à vista no balcão caía 0,04%, a R$ 2,2420. Já o dólar para setembro operava estável, a R$ 2,2410. Os derivativos devem ser bastante influenciados hoje pela briga em torno da formação da taxa Ptax do mês. O índice ICE Dollar, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de seis principais rivais, estava estável, aos 82,476 pontos.

A agenda econômica internacional também chama atenção, com números sobre os gastos com consumo e a renda pessoal nos EUA, às 9h30, além do índice de sentimento do consumidor norte-americano, às 11 horas, que podem esquentar o debate sobre o processo de normalização monetária pelo Federal Reserve.

Já na Europa, uma nova rodada de indicadores na zona do euro adiciona ingredientes para que o Banco Central Europeu (BCE) adote medidas adicionais de estímulos, já na reunião da semana que vem. O destaque ficou com a inflação ao consumidor entre os 18 países europeus que compartilham a moeda única, que subiu 0,3% neste mês, em base anual, dentro do esperado, porém bem distante da meta do BCE, que é de uma taxa ligeiramente inferior a 2,0%.

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