Ibovespa abre em alta, mas tendência não é firme

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa de Valores de São Paulo, começou o pregão em alta. Às 10h10, o índice registrava 38.047 pontos (+0,39%). Mas o dia deve ser volátil na Bovespa por conta do vencimento do índice Ibovespa futuro de abril nos contratos negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e do cenário externo, que ontem pressionou os negócios aqui, favorecendo os vendidos em índice futuro. O comportamento do pregão eletrônico GTS, que abriu em alta e inverteu o sinal, dá bem uma mostra do que deve ser este pregão. Após o movimento de realização de lucros, ontem, nas principais praças financeiras do mundo, puxada pela alta dos preços do petróleo, o mercado internacional amanhece tentando digerir o noticiário da véspera, que teve como ponto alto o anúncio do Irã de que já obteve urânio enriquecido, aumentando as preocupações quanto a um possível acirramento das tensões geopolíticas. Com a notícia, o petróleo voltou a beirar os US$ 70 o barril. Esta manhã, o barril era negociado em Nova York a US$ 69,18. O nervosismo no mercado de petróleo pode aumentar ou arrefecer hoje, dependendo dos números sobre estoques dos EUA de óleo bruto, gasolina e destilados referentes a última semana, que serão divulgados às 11h30. É isso que vai ditar o ritmo dos negócios em Nova York, nessa antevéspera de feriado de Páscoa. Os índices futuros de ações operam enfraquecidos em Wall Street. O Nasdaq registrava variação negativa de 0,01% por volta das 10h e o S&P 500 avançava 0,05%. O mercado não reagiu ao déficit da balança comercial de fevereiro nos EUA, de US$ 65,74 bilhões, abaixo da mediana esperada de US$ 67,50 bilhões. Na Europa, o sinal das bolsas de valores é negativo. Por aqui, o cenário doméstico está favorável. As duas primeiras prévias de inflação de abril vieram boas. O IGP-M teve deflação de 0,43% e o IPC-Fipe ficou em +0,03%, abaixo do piso das estimativas. A sondagem conjuntural da indústria, divulgada mais cedo pela Fundação Getúlio Vargas, mostra que os empresários vêem um quadro mais favorável do que no início do ano e estão mais otimistas em relação aos próximos meses.

Agencia Estado,

12 Abril 2006 | 10h13

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