Ibovespa abre em baixa, na contramão de Wall Street

O índice Ibovespa abriu o pregão de hoje em baixa, na contramão dos índices futuros de Wall Street, onde o Nasdaq de dezembro subia 0,29%. Dois dados divulgados esta manhã nos EUA - índice de preços ao produtor (PPI) e o número de construções de residências iniciadas em agosto - reforçam a expectativa de que o Fed (banco central americano) mantenha a taxa básica de juros do país inalterada em 5,25% ao ano na reunião de amanhã. No mercado norte-americano, a primeira reação aos dados está sendo mais favorável do que na Bovespa, que mantém o sinal de baixa. O Ibovespa cedia 0,14% às 10h20, a 36.429 pontos. Apesar dos dados favoráveis do ponto de vista de política monetária nos EUA, as declarações de ontem à noite do diretor-gerente do FMI, Rodrigo de Rato, em Cingapura, inspira um pouco de cautela. Segundo Rato, o ciclo global de crescimento pode ser revertido e os principais riscos advêm da inflação alta - resultado dos preços elevados do petróleo -, dos desequilíbrios em conta corrente e do sentimento de protecionismo. Na Bovespa, as ações da Petrobras e da Vale do Rio Doce devem continuar sendo o fio condutor dos negócios. Ontem, o Ibovespa subiu 0,87%, com 36.482 pontos, sustentada pela recuperação das ações de Petrobras e pelo vencimento de opções. "O cenário de curto prazo para a Bolsa é de recuperação de preços", afirma um gestor de recursos. Alguns operadores citam ainda o escândalo político como um fator que contribuíra para refrear os ânimos dos investidores. Assessores diretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão sendo investigados por tentativa de negociação de documentos que supostamente envolveriam o candidato tucano ao governo de São Paulo, José Serra.

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