Ibovespa abre em queda e ambiente segue indefinido

A Bolsa de Valores de São Paulo começa o dia em queda e ainda refém do mercado internacional. Após dois dias seguidos de perdas, os investidores não têm motivos para abandonar a cautela. Hoje, por exemplo, o mercado deve operar de olho na reunião de emergência Banco Central da Turquia para avaliar o aumento da inflação no país e os desdobramentos na economia das turbulências externas. A expectativa é de que a Turquia eleve a taxa de juro pela primeira vez desde 2001. Às 10h13, o índice Ibovespa à vista registrava perda de 0,56% a 36.353 pontos. O destaque nos EUA são os dados de estoques de petróleo e derivados na última semana e novos discursos de dirigentes do Fed (banco central). Às 13h30, o presidente do Fed de Atlanta, Jack Guynn, fala sobre as perspectivas da economia e o mercado de imóveis. Às 10h30 (de Brasília), o diretor do Fed Mark Olson discursa durante evento em Chicago (Illinois). Os investidores também estão em compasso de espera com a reunião amanhã do Banco Central Europeu e do Banco Central Inglês. O resultado mais provável para a reunião do BCE é de alta de 0,25 ponto porcentual do juro na zona do euro, segundo aposta majoritária dos analistas. Amanhã também é dia de divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central realizada na semana passada, em que a taxa Selic foi reduzida 0,5 ponto porcentual para 15,25% ao ano. Os investidores querem saber qual o peso que o Banco Central está dando ao cenário externo e vão buscar pistas sobre os próximos passos da autoridade monetária em relação aos juros. Analistas dizem que a Bovespa nesse nível de 36 mil pontos é zona de suporte e, teoricamente, a queda deveria cessar. Mas nas últimas semanas o mercado já mostrou que não tem respeitado essa zona de suporte.

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