Ibovespa abre estável; dividendos da Vale agradam

Depois dos sucessivos recordes do principal indicador do mercado de ações dos Estados Unidos e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) se beneficiando desta trajetória positiva, analistas acreditam que há espaço para uma realização de lucros. O quadro fundamental para os negócios, no entanto, continua sendo positivo e a tendência de alta no curto prazo é mantida. Nos primeiros negócios, o índice Bovespa operava estável e às 10h12, o indicador apresentava variação negativa de 0,01%, aos 38.917 pontos. Nas primeiras transações, o o comportamento dos futuros em NY era hesitante, com os índices tateando entre o terreno negativo e o positivo. Também às 10h12 (de Brasília), o Dow Jones subia 0,16%. Entre as notícias corporativas internas, deve ser recebida favoravelmente a aprovação das autoridades canadenses da compra da Inco pela Vale. E, sobretudo para os aplicadores que receavam mudanças na política de dividendos da mineradora, há a boa nova da distribuição de US$ 650 milhões, a segunda parcela de dividendos em 2006 (a primeira parcela, de mesmo valor, foi creditada em abril). Com isso, a distribuição de dividendos da Vale neste ano já se iguala ao recorde de US$ 1,3 bilhão pago aos acionistas no ano passado. As ações ficam ex-juros e ex-dividendo hoje. Receios em relação à compra da Inco existem. É um volume grande a ser desembolsado, praticamente US$ 18 bilhões; a Vale também não poderá fazer demissões nas operações canadenses por pelo menos três anos, e o número total de empregos nessas operações não deverá cair abaixo de 85% dos níveis atuais; a matéria-prima da Inco já está em níveis de preços muito elevados internacionalmente. Mas, no curtíssimo prazo, a reação do mercado tende a ser boa pela distribuição dos dividendos.

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