Ibovespa aumenta queda, mas Petrobrás sobe

Chama a atenção de analistas e investidores a declaração enfática do presidente da estatal de que capitalização deve sair ainda este ano

Luciana Collet, da Agência Estado,

24 de março de 2010 | 12h59

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) está volátil, pressionada pelo cenário internacional, mas impulsionada pelos papéis da Petrobrás, que chegaram a subir 2%. Às 15h30, o Ibovespa caia 0,60%, aos 68.989 pontos, com giro de R$ 4,09 bilhões e previsão de R$ 6,11 bilhões para o encerramento.

  

Petrobrás PN subia 0,92%, enquanto a ON avançava 1,13%, no dia em que a companhia realiza teleconferência sobre os resultados de 2009. Chamou a atenção de analistas e investidores a declaração enfática do presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, de que a capitalização da empresa deve sair ainda este ano.

 

Desde o início de 2010 as ações da Petrobrás são penalizadas - a PN acumula queda de 1,12% no ano, enquanto o Ibovespa avança 1,10% - por causa das incertezas que rondam a operação.

 

A Petrobrás pretende investir de US$ 200 bilhões a US$ 220 bilhões entre 2010 a 2014 e para tanto precisará de recursos novos. Preocupa os analistas o endividamento da companhia, que apresentou expansão em 2009. Gabrielli destacou que a relação entre dívida líquida e Ebitda da empresa deve ficar abaixo de 2,5 vezes, patamar que será respeitado mesmo diante do aumento do montante a ser investido.

 

Diante de tais notícias, os papéis da Petrobrás operam em sentido contrário ao petróleo, que caía 1,60% na Nymex, cotado a US$ 80,61. Pressionou a commodity a informação de que os estoques dos EUA aumentaram 7,245 milhões de barris na semana encerrada em 19 de março, para 351,26 milhões de barris, segundo o Departamento de Energia (DOE) do país. O dado veio bem acima da estimativa dos analistas, que era de alta de 1,4 milhão.

 

O cenário externo em geral é negativo e mantém os investidores na defensiva. As bolsas europeias caíam e o euro se desvalorizava, reflexo do corte do rating de Portugal e da indefinição quanto ao plano de ajuda à Grécia. A Fitch rebaixou a nota de Portugal para AA-, com perspectiva negativa. Para a agência, a expectativa de recuperação econômica do país é mais fraca do que em outras nações do bloco. Isso implica a necessidade de medidas de consolidação consideráveis.

 

Também há expectativa quanto à participação ou não do Fundo Monetário Internacional (FMI) no plano de ajuda internacional à Grécia. Os líderes europeus devem discutir em cúpula que se realizará nesta quinta e sexta-feira se deve ser dada ajuda bilateral à Grécia, envolvendo créditos de países da União Europeia com assistência do FMI.

 

Nos Estados Unidos, dados sobre a venda de imóveis abaixo do esperado por analistas também desanimaram. As vendas residenciais novas nos EUA caíram 2,2% em fevereiro ante dezembro, para a taxa anual ajustada sazonalmente de 308 mil, estabelecendo um nível mínimo recorde para a série que começou em 1963, segundo o Departamento do Comércio.

 

Diante do quadro, o dólar se valoriza e os metais operam no território negativo.

 

OGX Petróleo, porém, avança, 0,06%, com a identificação de presença de hidrocarbonetos na seção albiana do poço OGX-8 (1-OGX-8-RJS), localizado no bloco BM-C-41, em águas rasas da parte sul da Bacia de Campos, no qual a OGX detém 100% de participação.

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