Ibovespa cai 0,72% puxada por Petrobras e bolsas de NY

As ações da Petrobras apresentaram forte desvalorização, sobretudo após o adiamento da divulgação do balanço da companhia 

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

05 de fevereiro de 2014 | 17h33

A Bovespa fechou a sessão em queda nesta quarta-feira, abaixo dos 47 mil pontos pela terceira sessão seguida, conduzida principalmente pelo recuo das ações da Petrobras e pelo fraco desempenho das bolsas de Nova York. No fim da sessão, o Ibovespa caiu 0,72%, aos 46.624,39 pontos. Na máxima do dia, a bolsa atingiu 47.148 pontos (+0,39%) e na mínima, alcançou 46.224 pontos (-1,58%). O volume de negócios totalizou R$ 6,573 bilhões.

As ações da Petrobras apresentaram forte desvalorização, sobretudo após o adiamento da divulgação do balanço da companhia. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, tentou acalmar as tensões com a notícia à tarde, dizendo que a decisão era meramente técnica. Petrobras PN (-1,85%) e Petrobras ON (-2,34%).

As ações da Vale ON registraram alta, ajudadas pelas compras de investidores estrangeiros e pelo expectativa para a divulgação do balanço da companhia e a distribuição de dividendos. Vale PNA subiu 1,22% e Vale ON avançou 2,54%.

Entre as maiores quedas da sessão, estavam as das ações da Marfrig e do JBS, que recuaram 4,76% e 4,53%, respectivamente. O setor continua a ser pressionado por dados de exportações e dos preços da carne de frango in natura anunciados nesta semana.

Segundo um economista de um banco, a queda da Bovespa hoje está em linha com o que vem sendo observado nas últimas sessões. "A alta de ontem foi um ponto fora da curva", afirmou.

Em Nova York, as bolsas operavam sem direção única, mas perto da estabilidade, no fim da tarde. Dados da atividade do setor de serviços ajudaram a compensar a contratação de trabalhadores abaixo da esperada no setor privado dos EUA.

O índice de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços dos EUA, medido pelo Instituto para Gestão de Oferta (ISM), subiu para 54,0 em janeiro, de 53,0 em dezembro. O resultado veio acima das expectativas de que o indicador avançaria para 53,5. O indicador ajuda a diminuir um pouco os temores de que a economia norte-americana poderia estar entrando em um novo processo de desaceleração, em meio à normalização da política monetária. Mais cedo, uma pesquisa da Automatic Data Processing/Macroeconomic Advisers (ADP/MA) mostrou que o setor privado americano criou 175 mil empregos em janeiro, abaixo dos 189 mil esperados.

Perto das 17h20, o índice Dow Jones subia 0,02%, o S&P 500 caía 0,16% e o Nasdaq declinava 0,39%.

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