Ibovespa cai 1,71%, pressionado por Petrobrás e exterior

Índice fechou aos 51.426,87 pontos, influenciado pelo declínio das ações da estatal e pela reação negativa das bolsas internacionais a comentários do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi

Clarissa Mangueira, Agência Estado

04 Dezembro 2014 | 17h53

Após ter registrado uma pausa na sequência de quedas, nesta quarta-feira, a Bovespa voltou a cair de maneira acentuada nesta quinta-feira, 4. A baixa da Bolsa foi influenciada pelo declínio dos papéis da Petrobrás e pela reação negativa das bolsas internacionais a comentários do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi.

No fechamento, o Ibovespa caiu 1,71%, aos 51.426,87 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 5,439 bilhões. Na máxima, a Bolsa atingiu 52.539 pontos (+0,42%) e, na mínima, 51.074 pontos (-2,38%). No ano, o índice voltou a registrar baixa, de 0,16%, e no mês de dezembro, queda de 6,03%.

A Bolsa abriu a sessão em alta, tentando estender os ganhos registrados na véspera, mas perdeu fôlego logo depois, pressionada pelo recuo das ações de Vale e Petrobrás. A agência de classificação de risco Moody's afirmou os ratings global em moeda estrangeira e em moeda local da Petrobrás em Baa2, com perspectiva negativa, mas rebaixou o rating de crédito individual da empresa de baa3 para ba1, reforçando preocupações de rebaixamento do rating principal da empresa.

Sobre a Vale, o Bank of America (Bofa) Merrill Lynch reduziu a recomendação para os papéis da mineradora para neutro. Além disso, a instituição financeira diminuiu sua previsão para o preço do minério de ferro de US$ 80/T para US$ 70/T em 2015. Para 2016, o banco reduziu a projeção de US$ 80/T para US$ 65/T.

A Bovespa acentuou as perdas e bateu mínimas na sessão no fim da manhã, seguindo a piora das bolsas internacionais, após o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, fazer declarações pessimistas sobre a economia da zona do euro. Além disso, ele também não deu nenhuma indicação muito clara sobre a possibilidade de adoção de um programa de relaxamento quantitativo (QE) na região.

A entrevista de Draghi foi realizada após o BCE anunciar que manteve suas três principais taxas de juros inalteradas na última reunião de política monetária do ano. A taxa básica, de refinanciamento, continuou na mínima histórica de 0,05%, ao passo que a taxa de juros de empréstimo marginal permaneceu em 0,30% e a taxa para depósitos bancários, em -0,20%.

O Banco da Inglaterra (BoE) anunciou também nesta quinta-feira a manutenção da taxa básica de juros na mínima histórica de 0,5% e o programa de compra de ativos em 375 bilhões de libras, como era esperado. No fechamento dos mercados europeus, a Bolsa de Londres (-0,55%), Paris (-1,55%) e Frankfurt (-1,21%).

De volta ao âmbito doméstico, entre os destaques de queda da Bolsa nesta quinta-feira, aparecem Petrobrás ON (-4,75%) e Petrobrás PN (-3,93%), Vale ON (-1,28%) e Vale PNA (-1,65%).

Os papéis da Rossi Residencial lideraram as perdas da Bolsa, com baixa de 6,98%, seguida pelas ações da Marfrig (-6,47%). No setor financeiro, Bradesco PN (-2,14%), Banco do Brasil (-1,33%) e Itaú Unibanco (-1,49%).

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