Ibovespa cai com incerteza externa

Volatilidade internacional dá rumo aos negócios que refletem também resultados corporativos

Luciana Collet, da Agência Estado,

23 de fevereiro de 2010 | 16h06

Em queda desde os primeiros negócios da manhã, a Bolsa acompanha a volatilidade do mercado internacional, que opera em meio às incertezas sobre a Grécia e à espera do discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, que falará amanhã no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara. Às 16h10 o Ibovespa registrava queda de 2,11%, aos 65769 pontos. No mesmo horário, o S&P 500 caía 1,28%.

 

Os investidores também reagem às notícias corporativas e aos resultados do quarto trimestre divulgados entre a noite de ontem e a manhã de hoje, mas também buscam se antecipar aos balanços que devem ser divulgados proximamente.

 

A notícia de que a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) não conseguiu comprar um terço mais uma ação da fabricante portuguesa de cimento Cimpor levou os papéis da companhia a subir, mas não foi suficiente para mantê-los no positivo e neste início de tarde operavam em queda de 1,36%.

 

Já os papéis das Lojas Renner se mantém em alta (+3,92%) desde o início da manhã, reagindo aos bons resultados divulgados após o fechamento do pregão de ontem. A rede varejista registrou um lucro líquido de R$ 100,310 milhões no quarto trimestre do ano passado, alta de 53,4% ante igual período de 2008. As vendas no conceito mesmas lojas apresentaram um crescimento de 9,5% no quarto trimestre do ano passado.

As blue chips Vale e Petrobras operam em baixa, seguindo o restante do mercado. Vale PNA cai 1,06% enquanto a ação ON da mineradora tem queda de 1,49%. Já Petrobras PN tem baixa 1,04%, e Petrobras ON cai 1,77%. O petróleo para abril é cotado a US$ 78,81 na Nymex, com queda de 1,88%.

 

Fora do índice, o destaque é, mais uma vez, para a Telebrás PN, que opera em baixa de 6,49%, com forte número de negociações - apenas atrás de Petrobrás PN e OGX Petróleo. As especulações sobre a reativação da estatal entraram hoje na esfera política. Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, o ex-ministro José Dirceu teria recebido R$ 620 mil do principal grupo empresarial que será beneficiado caso a Telebrás seja reativada.

 

Em 2005, o empresário Nelson dos Santos, dono da Star Overseas, comprou por R$ 1 participação na Eletronet, cuja infraestrutura de fibras óticas deve ser usada se a Telebrás voltar a operar. Hoje, o negócio renderia ao empresário R$ 200 milhões. A oposição declarou que vai propor a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso.

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