Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Ibovespa cai pressionado por estatais e bancos

Queda diária foi de 1,24%, para os 58.374,48 pontos; no mês, a Bovespa acumula recuo de 4,75%; no ano, alta de 13,33%

Clarissa Mangueira, Agência Estado

18 de setembro de 2014 | 17h44


A Bovespa fechou em queda nesta quinta-feira, 18, conduzida por um movimento de realização de lucros, enquanto o mercado aguarda a divulgação da pesquisa Datafolha. O recuo da Bolsa brasileira foi conduzido principalmente pelas ações das empresas estatais, da Vale e do setor financeiro. No fim da sessão, o Ibovespa registrou baixa de 1,24%, aos 58.374,48 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 8,496 bilhões. No mês, a Bovespa acumula queda de 4,75% e, no ano, alta de 13,33%.

A Bovespa abriu o pregão em baixa, devolvendo parte da alta de 3,80% acumulada nas últimas três sessões, pressionada pela queda das empresas estatais, que subiram bastante recentemente com especulações sobre as eleições. O recuo das ações dos bancos também exerceu pressão de baixa. 

A queda da Bolsa brasileira contrariou o sinal positivo dos índices acionários de Nova York, após o Federal Reserve (Fed) ter anunciado, ontem, que manterá juros baixos por um "tempo considerável". O bom humor dos investidores no exterior, diante da expectativa de que dinheiro barato continuará a circular nos mercados, recebeu suporte do anúncio da China de um corte dos custos para tomada de empréstimos de curto prazo. Mais cedo, o S&P 500 atingiu a máxima histórica de 2.011,79 pontos. No fim do dia, o S&P (+0,49%), Dow Jones (+0,64%) e Nadasq (+0,68%).

A Bovespa ensaiou uma recuperação pontual no início da tarde, mas voltou a operar no vermelho, acelerando a queda na reta final da sessão. O movimento foi puxado pela oscilação dos papéis da Vale e pela aceleração das perdas das ações da Petrobras e de outras empresas estatais. Petrobras ON (-3,12%), Petrobras PN (-3,75%), Eletrobras ON (-1,53%) e Eletrobras PNB (-1,40%), Banco do Brasil ON (-1,57%). 

No setor financeiro, Itaú Unibanco PN (-1,18%) e Bradesco ON (+2,06%), Bradesco PN (+1,32%). Os bancos foram pressionados pelo Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do Banco Central, no qual a instituição disse que a provisão para risco de crédito apresenta-se adequada a um "novo cenário". O novo cenário aponta para leve aumento do risco de crédito e o risco se deve a juro alto, possível fim de queda da inadimplência e índice de cobertura. 

As ações do setor de mineração e siderurgia foram beneficiadas pela valorização do dólar. Vale ON (0,10%), Vale PNA (0,20%), CSN (3,52%), Usiminas (1,86%) e Gerdau (0,48%).

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.