Ibovespa deve atingir 82 mil pontos até final do ano

Para Álvaro Bandeira, diretor da Agora, a alta das commodities deve seguir impulsionando a Bolsa paulista este ano

Luciana Xavier e Célia Froufe,

08 de janeiro de 2008 | 20h15

O diretor da Ágora Corretora, Álvaro Bandeira, disse que o investimento em ações deve continuar atrativo em 2008 e que o Ibovespa deve atingir 82 mil pontos até o final deste ano. Segundo ele, as perspectivas podem ser ainda melhores caso o Brasil receba a classificação de grau de investimento. "Quanto mais cedo chegar, melhor", afirmou o diretor, em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo. Ele acredita que o upgrade deve chegar apenas ao final do terceiro trimestre e se algumas medidas forem tomadas pelo governo para compensar as perdas de receita com a não prorrogação da CPMF.  - Ouça a entrevista com Álvaro Bandeira Bandeira disse que a alta das commodities deve continuar impulsionando a Bolsa paulista e citou os setores de petróleo, mineração, siderurgia e construção civil como boas opções para ganhos. "O cenário não muda muito em relação a 2007, mas certamente teremos mais volatilidade", avaliou.  O executivo ressaltou que a boa performance da bolsa paulista em 2007, cujos ganhos foram de 43,65%, no quinto ano seguido de alta, se deveu à vinda de recursos externos e forte ingresso de pessoas físicas no mercado de ações, "seduzidos pelo IPOs". De acordo com Bandeira, o movimento de IPOS das empresas brasileiras deve seguir crescendo este ano. "Mas se vai ser melhor que 2007, vai depender muito do contexto global", analisou.  Bandeira prevê ainda um crescimento de 20% a 25% dos lucros das empresas nacionais em 2008, tendo em vista um cenário com dólar ao final do ano que vem em R$ 1,80 e Selic em 10,5%.  Sobre a possibilidade de fusão da BM&F e Bovespa, Bandeira disse ser ainda muito cedo para discutir o assunto. Segundo ele, as ações de cada uma das empresas devem permanecer mais tempo no mercado antes de se pensar em fusão.  O foco dos mercados em 2008 estará em como a economia dos Estados Unidos irá desacelerar e as maiores incertezas estarão concentradas no primeiro trimestre, segundo o diretor da Ágora Corretora. Ele espera que haja um pouso suave da economia dos EUA e que os juros continuem a cair, apesar de haver também preocupação com a inflação. "O Fed (Federal Reserve) irá abdicar do controle da inflação para evitar uma desaceleração muito forte", disse. Para Bandeira, na reunião de janeiro, os juros poderão cair para 4%. "Nesse momento, o BC (americano) está mais preocupado em evitar o contágio do setor real da economia com a contração do crédito em geral do que com a inflação", salientou.

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