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Ibovespa esquece cautela antes do carnaval e fecha acima dos 50 mil pontos

Com alta do preço das commodities, Bovespa subiu mais de 2%, puxada por investidores estrangeiros interessados em Petrobrás e Vale

Fabrício de Castro, O Estado de S. Paulo

13 Fevereiro 2015 | 18h27

Nem mesmo o intervalo do carnaval, que manterá a Bolsa brasileira fechada de segunda-feira ao início da tarde de quarta-feira, evitou o viés comprador dos investidores hoje. Após os recuos mais recentes, a Bovespa subiu mais de 2% hoje, puxada por papeis importantes como os das blue chips Petrobrás e Vale. Investidores estrangeiros estiveram na ponta de compra.

O Ibovespa fechou em alta de 2,23%, aos 50.635 pontos, e passou a acumular no ano avanço de 1,26%. Esta foi a primeira vez que a Bolsa acumula ganhos em 2015. O giro financeiro foi razoável, de US$ 6,6 bilhões, apesar de hoje ser véspera de carnaval. Tudo porque na quarta-feira de cinzas ocorre o vencimento de Ibovespa futuro e de opções de Ibovespa. Na mínima, a Bolsa marcou 49.476 pontos (queda de 0,12%) e, na máxima, 50.726 pontos. Na semana, avançou 3,78% e, no ano, 1,26%.

Profissionais ouvidos pelo Broadcast afirmaram que a alta das commodities no exterior influenciou o desempenho das ações no Brasil, assim como o avanço das bolsas na Europa e em Nova York - embora o porcentual de alta, neste caso, fosse menor. Internamente, o dia foi de noticiário mais favorável - ou menos ruim - para papéis como Petrobrás.


Os preços do petróleo negociado na Nymex de Nova York e na ICE de Londres subiam cerca de 3%, retomando patamares vistos antes de Aldemir Bendine assumir o comando da Petrobrás. "Bendine tem dado algumas entrevistas e o mercado parece que tá absorvendo positivamente. Falou o que a antecessora (Graça Foster) já tinha dito, como o que disse sobre desinvestimentos. Mas agora parece que o clima deu uma acalmada", comentou um profissional da mesa de renda variável. Petrobrás ON subiu 4,38% e PN teve alta de 5,16%.

Vale ON teve valorização de 4,17% e Vale PNA subiu de 4,09%, seguindo suas pares no exterior. No setor siderúrgico, destaque hoje para Usiminas (-1,64% a PNA), pressionada depois de ter suspendido a divulgação de seu balanço. Segundo fonte, nenhum dos nove conselheiros da empresa aprovou o demonstrativo financeiro referente ao quarto trimestre de 2014 durante uma reunião de três horas realizada ontem. A divulgação estava marcada para antes da abertura do mercado.

Nos EUA, as bolsas operavam com pequenos ganhos no fechamento da Bovespa. O Dow Jones subia 0,04%, o S&P, 0,02% e o Nasdaq, 0,26%. Na segunda-feira, o mercado acionário não funciona lá por causa do feriado do Dia do Presidente.

Dólar. O dólar mostrou certa volatilidade mais cedo, oscilando entre ganhos e perdas, mas à tarde se firmou em leve alta ante o real, com muitos players preferindo atravessar a folia comprados na moeda americana. Isso ocorreu na contramão do exterior, onde o dólar cedia ante a maior parte das divisas.

O dólar à vista negociado no balcão fechou em leve alta de 0,14%, aos R$ 2,83. Foi a oitava sessão de ganhos considerando os últimos 11 dias úteis - desde que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deu a largada, em 30 de janeiro, na série mais recente de avanço do dólar, ao afirmar que não tem a intenção de manter o câmbio "artificialmente valorizado".

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