Ibovespa fecha em baixa de 2,21% pressionado por venda de estrangeiros

Pregão de realização de lucros foi pautado pela aversão ao risco predominante no exterior, mas conseguiu sustentar o patamar de 50 mil pontos 

Claudia Violante, da Agência Estado,

15 de abril de 2014 | 17h53

A Bovespa teve um pregão de realização de lucros pautado pela aversão ao risco predominante no exterior. O movimento foi firme e puxado sobretudo por forte vendas de investidores estrangeiros. O Ibovespa, no entanto, conseguiu sustentar o patamar de 50 mil pontos perdido pontualmente durante o pregão.

O Ibovespa fechou em baixa de 2,21%, aos 50.454,35 pontos. Na mínima, registrou 49.890 pontos (-3,31%) e, na máxima, aos 51.593 pontos (-0,01%). No mês, acumula ganho de 0,08%, mas, no ano, voltou a ter perda, de 2,04%. O giro financeiro totalizou R$ 7,196 bilhões.

O estrangeiro atuou com vigor nas vendas hoje, guiando a realização de lucros que predominou durante a sessão. O exercício de Ibovespa futuro e opções sobre Ibovespa também influenciaram, segundo profissionais consultados, que avaliaram que a tendência de alta da Bovespa não mudou.

O agravamento da crise na Ucrânia e novos sinais de desaceleração da atividade na China fizeram com que as bolsas europeias caíssem. Aqui, sobretudo a China penalizou as ações ligadas a commodities, como Vale, que recuou 3,28% na ON e 4,62% na PNA. Siderúrgicas também terminaram em baixa: Gerdau PN, -1,86%, Metalúrgica Gerdau PN, -3,26%, Usiminas PNA, -3,94%, e CSN ON, -4,18%.

Petrobras também acompanhou a toada do mercado e caiu, apesar da defesa da empresa pela presidente Graça Foster durante audiência em comissões do Senado. A ON recuou 3,45% e a PN, 3,83%. Graça admitiu que não foi feito bom negócio em Pasadena, assunto que motivou sua ida ao Congresso, mas ponderou que a refinaria não está no plano de desinvestimentos da Petrobras. Ela destacou ainda que a estatal não pode repassar a volatilidade do petróleo para as bombas e sinalizou que mira um aumento dos combustíveis.

Só cinco ações do Ibovespa subiram: CPFL ON (+3,43%), Suzano PNA (+2,16%), Tractebel ON (+1,04%), BB Seguridade ON (+0,92%) e Brookfield ON (+0,69%).

No exterior, o Dow Jones fechou em alta de 0,55%, aos 16.262,56 pontos, o S&P avançou 0,68%, aos 1.842,98 pontos, e o Nasdaq subiu 0,29%, aos 4.034,16 pontos. O pregão norte-americano foi volátil e operou vários momentos em baixa por causa dos indicadores conhecidos hoje e considerados fracos, entre eles o índice de atividade industrial regional Empire State, do Fed de Nova York, que caiu a 1,29 em abril, de 5,61 em março, ante expectativa de que iria para 8.

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