Ibovespa fica perto da estabilidade ajudado por melhora em NY

A bolsa operou no vermelho durante grande parte da sessão, mas se recuperou também com suporte das compras firmes de ações da Petrobras

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

28 de abril de 2014 | 17h50

A Bovespa fechou em leve queda, perto da estabilidade, após reduzir as perdas e chegar a operar em território positivo na reta final dos negócios. A recuperação da bolsa recebeu suporte das compras firmes de ações da Petrobras e da melhora das bolsas norte-americanas, após a onda de vendas de ações de empresas de tecnologia perder força e em meio a notícias sobre redução das tensões na Ucrânia.

No fim do dia, o Ibovespa recuou 0,03%, para 51.383,68 pontos. Na máxima, registrou 51.471 pontos (+0,14%) e, na mínima, 50.777 pontos (-1,21%). No mês, acumula ganho de 1,92% e, no ano, queda de 0,24%. O giro financeiro totalizou R$ 5,084 bilhões, segundo dados preliminares.

A bolsa doméstica operou no vermelho durante grande parte da sessão, pressionada pela queda consistente das ações da Vale, em linha com outras mineradoras do mundo, e das siderúrgicas, devido às novas mínimas atingidas pelos preços do minério de ferro no mercado internacional. No término dos negócios, Vale PNA (-2,73%), Vale ON (-2,41%). Entre as siderúrgicas, Gerdau PN (-0,30%) e CSN (-1,70%).

Na segunda parte da sessão, a Bovespa reduziu um pouco as perdas, ajudada pela recuperação dos papéis da Petrobras. A ações da estatal foram beneficiadas por mais uma pesquisa de intenção de votos, a ser divulgada amanhã, e expectativa de queda da presidente Dilma Rousseff. Petrobras PN subiu 3,31% e Petrobras ON avançou 3,51%.

Na última hora do pregão, o Ibovespa apagou as perdas e atingiu a máxima de 51.463,38 pontos (+0,12%), acompanhando uma melhora dos índices acionários em Nova York. A bolsa brasileira não conseguiu sustentar os ganhos por muito tempo e voltou ao território negativo logo depois. A recuperação em Wall Street veio após notícia de que tropas russas deixaram a fronteira com a Ucrânia e retornaram para suas bases após o governo ucraniano dizer que não usaria força.

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