Ibovespa mantém recuo apesar de recuperação de Petrobras

Apesar da melhora verificada nos papéis da Petrobras, que subiam quase 2% às 13h28, a Bovespa continua em baixa, ainda que as perdas sejam menores do que as verificadas pela manhã. O desempenho negativo da Bolsa é ditado pela queda das ações da Vale, em meio à queda do minério de ferro e dos papéis das mineradoras no exterior.

MÁRCIO RODRIGUES, Agencia Estado

28 de abril de 2014 | 13h53

No horário acima, o Ibovespa recuava 0,39%, aos 51.196,40 pontos. Entre as duas principais ações da Bovespa, Vale ON e PNA caía 1,65% e 2,11%, respectivamente, enquanto Petrobras ON tinha valorização de 1,85% e Petrobras PN avançava 1,75%. As bolsas em Nova York perderam fôlego na última hora e o S&P 500 já chegou a oscilar no terreno negativo.

No caso de Petrobras, os analistas voltaram a falar sobre a expectativa de queda na aprovação da presidente Dilma na pesquisa eleitoral a ser divulgada amanhã pela CNT/MDA. O mercado enxerga nessa hipótese a chance de mudança de governo e, portanto, de menor intervencionismo na estatal petrolífera.

Hoje, vale notar, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou que o governo adote uma política econômica intervencionista. Ele ressaltou que a gestão de uma empresa estatal é por natureza diferente da de uma companhia privada, pois o acionista controlador é o governo, cujo o foco é administrar a política macroeconômica a fim de maximizar o bem estar de toda a população. "Fazemos política industrial e keynesiana", comentou. "Uma empresa estatal não é privada e tem algum nível de intervenção", disse.

Há pouco, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse que o fluxo de caixa livre da Petrobras deve se tornar positivo em 2015. Segundo ele, a empresa está passando por um ciclo muito intenso de investimentos e é natural que a taxa de endividamento suba.

Enquanto isso, o dólar segue em baixa e renovou algumas mínimas na última hora. A rolagem parcial dos contratos de swap que vencem em maio foi amenizada hoje pela previsão de ingressos de recursos para a Oferta Pública de Ações da Oi. O preço da ação no âmbito da oferta será fixado nesta segunda-feira. Além disso, já há sinais de disputa entre comprados e vencidos em dólar para a formação da Ptax de fim de mês, que liquida os contratos que vencem em maio. Às 13h30, o dólar à vista no balcão recuava 0,49%, cotado a R$ 2,2310, minutos depois de tocar na mínima de R$ 2,2290 (-0,58%).

No mercado de juros, não houve alterações significativas nos níveis das taxas. Enquanto os vencimentos mais longos seguem em alta, em linha com os yields dos Treasuries e também devido à menor arrecadação de tributos, os mais curtos oscilam ao redor dos ajustes. Mantega também disse hoje que a política econômica do governo está mantendo os fundamentos sólidos do País, especialmente com liberdade plena para que o Banco Central determine a política monetária e com administração rigorosa das contas públicas. "O BC tem autonomia para definir a taxa de juros. Esse assunto é com ele", destacou. "Trabalhamos com a política fiscal para facilitar a política do BC", ressaltou Mantega. "Eu garanto que vamos cumprir a meta fiscal", acrescentou, referindo-se ao objetivo de superávit primário de 1,9% do PIB para 2014.

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