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Ibovespa recua 0,60% em dia de giro fraco

Expectativa em torno na partida entre Brasil e México e agenda econômica esvaziada resultaram num pregão sem destaques

Ana Luísa Westphalen, Agência Estado

17 de junho de 2014 | 14h38

A expectativa em torno na partida entre Brasil e México, às 16 horas, em Fortaleza, e a agenda econômica esvaziada aqui e no exterior resultaram num pregão de giro fraco e sem grandes destaques. A sessão mais curta, com fechamento dos negócios na BM&FBovespa antecipado para as 14 horas, também colaborou para reduzir o apetite dos investidores por risco, sobretudo nas últimas horas.

No vermelho desde a abertura, o Ibovespa fechou em baixa de 0,60%, aos 54.299,95 pontos. Na mínima, foi aos 54.150 pontos (-0,88%). No mês, a Bolsa acumula ganho de 5,97%, e, no ano, tem valorização de 5,42%. O giro financeiro totalizou R$ 3,328 bilhões (dado preliminar).

A trajetória de queda da Bovespa foi determinada ainda no pré-mercado, logo após a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos, às 9h30. O dado de inflação maior do que o esperado fez os futuros em Nova York recuarem, e levou junto o Ibovespa Futuro. Desde então, a Bolsa não conseguiu mais sair do negativo.

Entre as blue chips, as ações da Petrobras foram destaque de queda e conduziram as perdas do Ibovespa, em baixa de 1,93% as ON e de 2,24% as PN. Segundo operadores, os agentes aproveitam o mau humor externo hoje para realizar lucros, já que esses papéis acumularam gordura recentemente, muito em cima de pesquisas eleitorais.

Principal papel do Ibovespa, Itaú Unibanco PN também pressionou a Bolsa, encerrando com recuo de 1,32%. Por outro lado, os papéis da Vale ajudaram a conter o declínio do índice à vista, ao fecharem em ligeira alta de 0,11% (ON) e 0,08% (PNA).

Em Wall Street, as bolsas de Nova York operavam em viés de alta. Às 14h07, o índice Dow Jones tinha ganho de 0,08%, o S&P 500 avançava 0,14% e o Nasdaq exibia valorização de 0,40%. Por lá, os investidores estão em compasso de espera pela reunião de política monetária do Federal Reserve, que começa hoje.

De manhã, o Departamento do Trabalho informou que o CPI subiu 0,4% em maio ante abril, em termos sazonalmente ajustados, marcando o maior ritmo de alta desde fevereiro do ano passado. Na comparação anual, o indicador avançou 2,1% em maio, na maior alta desde outubro de 2012. O Federal Reserve tem definida a meta de inflação anual a 2% como sinal de estabilidade de preços e crescimento econômico saudável.

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