Ibovespa recua após discurso de Bernanke

Em discurso ao Congresso, o presidente do Fed disse que economia dos EUA ainda precisa de taxas de juro ultra baixas

Agência Estado,

24 de fevereiro de 2010 | 12h30

Em seu depoimento semestral preparado para apresentação no Congresso norte-americano, o presidente do Fed, Ben Bernanke, afirmou que a economia dos EUA ainda precisa de taxas de juro ultra baixas e destacou que o aumento na taxa de redesconto não sinaliza uma mudança de política. Ele disse que está confiante em que o Fed tem os instrumentos necessários para apertar a política monetária, mas acredita que seja necessária mais demanda privada para sustentar a "nascente" recuperação.

 

Em reação ao discurso, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, virou e passou a ceder. Perto das 12h30, o índice registrava queda em torno de 0,50%. No mesmo horário, as Bolsas de Nova York tinham alta. O índice Dow Jones subia 0,27% e o Nasdaq, 0,46%.

 

No texto apresentado ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, Bernanke disse que o banco central está olhando ativamente para quais instrumentos usar quando a economia precisar de juros mais altos. Nos próximos dois anos, Bernanke disse, o mercado de trabalho deve continuar fraco e a inflação contida. "Causa de preocupação em particular, por causa da implicação de longo prazo para as habilidades e os salários dos trabalhadores, é o aumento da incidência de desemprego de longo prazo", afirmou.

 

Ele reiterou que as autoridades do banco central esperam que as taxas de juro de curto prazo do Fed continuem no recorde de baixa, perto de zero, por "um período prolongado". Ele disse que o Fed prevê que a economia crescerá entre 3% e 3,5% este ano e entre 3,5% e 4,5% em 2011. Por causa do crescimento econômico moderado, a taxa de desemprego deve cair apenas

levemente, para cerca de 7% no fim de 2012.

 

As informações são da Dow Jones.

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