Ibovespa reverte perdas da manhã e fecha em alta de 0,38%

Ações de Petrobrás deram suporte ao índice durante todo o dia

Nalu Fernandes, da Agência Estado,

22 de dezembro de 2010 | 18h55

A Bovespa passou a maior parte da manhã no território negativo, mas pegou fôlego suficiente para retomar o patamar dos 68 mil pontos no meio da tarde, fechando com alta de 0,38%, aos 68.470,76 pontos, encostada na pontuação máxima do dia, com volume de R$ 5,175 bilhões. Petrobrás deu suporte para o índice durante todo o dia, enquanto os papéis de bancos, assim como Ibovespa, reverteram a letargia da parte da manhã e acabaram figurando entre as maiores altas nesta quarta-feira.

Na máxima, a Bolsa subiu 0,38%, aos 68.472 pontos. Na mínima, recuou 0,71%, aos 67.727 pontos. Minutos antes do fechamento, a Bovespa andou mais do que durante à tarde. Os ajustes finais que favoreceram a alta devem-se a compras de estrangeiros, principalmente voltada para papéis do setor financeiro, ponderou um estrategista.

Na primeira parte da sessão, o Relatório de Inflação pesou no mercado acionário doméstico. Os papéis de bancos, que começaram o dia abatidos com a divulgação do RTI, ganharam fôlego ao longo da tarde. "Bancos são um refúgio natural quando a percepção é de inflação maior, o que pode promover ganhos aos papéis do setor no curtíssimo prazo", observou o gestor Fábio Anderaos, da RTI Gestão de Ativos.

Papéis de varejo estiveram entre os afligidos com a perspectiva de elevação do juro básico. Convém destacar que a FGV divulgou queda de 2,1% no Índice de Confiança do Consumidor (ICC) em dezembro, abatido pelo medo de um possível avanço da inflação no futuro e perspectivas cada vez mais fortes de aumentos nas taxas de juros nos próximos meses. Os papéis do Pão de Açúcar PNA à vista figuram na lista das maiores baixas do índice, fechando com queda de 2,08%, valendo R$ 68,15.

Fibria manteve-se no topo das maiores altas nesta sessão, favorecida pelo anúncio de que aceitou a proposta feita pela Suzano Papel e Celulose de R$ 1,45 bilhões pela fatia de 50% na Conpacel. Fibria ON à vista avançou 4,11%, a R$ 27,35.

Estimulada pelos níveis recordes do petróleo no mercado internacional em Nova York, que avançou 0,73%, fechando em US$ 90,48, a Petrobrás se sustentou no azul em toda a sessão, dando suporte ao Ibovespa. Petrobras PN fechou em alta de 0,59%, em R$ 25,72 e Petrobras ON subiu 0,85%, cotada a R$ 28,49.

Gol PN recuou 2,23%, valendo R$ 24,51 e TAM PN caiu 1,58%, em R$ 40,48, ressentindo-se com a falta de acordo entre sindicato de aeronautas e aeroviários e as companhias e passaram grande parte do dia liderando as maiores baixas do Ibovespa.

Sem estímulo dos metais no exterior, que, na sua maioria, fecharam em leve queda em Londres e em Nova York, Vale oscilou o dia todo no vermelho. Vale PNA teve queda de 0,20%, a R$ 50,25, Vale ON recuou 0,28%, a R$ 57,03. Traders atribuíram o movimento dos metais à realização de lucros, em face dos ganhos recentes, e ajustes de posições antes do fim do ano.

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários operaram em alta durante toda a tarde. Na Europa, as principais bolsas fecharam em direções divergentes. Apesar da preocupação relacionada ao endividamento soberano, um analista estrangeiro argumenta que a revisão para cima de projeções para o PIB dos EUA ajudou a amparar as bolsas europeias.

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