Ibovespa segue NY e termina sessão em alta de 0,34%

Petrobras teve sua terceira sessão seguida de perdas, período no qual recuou 4,45% e 5,63%, ON e PN, respectivamente

Claudia Violante, da Agência Estado,

17 de março de 2014 | 17h48

A Bovespa seguiu o exterior e operou em alta nesta segunda-feira, 17, mas fechou longe da máxima, penalizada pelo recuo das ações de Petrobras. Os papéis acumularam sua terceira queda seguida e renovaram os menores preços desde 2005.

O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,34%, aos 45.117,80 pontos. Na mínima, registrou 44.969 pontos (+0,01%) e, na máxima, 45.499 pontos (+1,19%). No mês, acumula perda de 4,20% e, no ano, de 12,40%. O giro financeiro totalizou R$ 7,715 bilhões, dos quais R$ 2,677 bilhões foram do exercício de opções sobre ações.

O noticiário doméstico pende para o lado negativo, com a questão fiscal preocupando, inflação, temor de racionamento e desabastecimento de energia. Com isso, o investidor fica com o pé atrás e prefere assumir posição de longo prazo no mercado acionário, comentaram profissionais. "Depois do estrangeiro, agora é o local quem vende", resumiu um operador.

Por isso a Bovespa não conseguiu acompanhar os ganhos em Wall Street, onde a repercussão do referendo na Crimeia foi mais suave do que se temia na semana passada e após indicadores de atividade firmes.

Entre os destaques da agenda norte-americana hoje estão a produção industrial de fevereiro, que subiu 0,6%, ante previsão de que teria ganho de 0,1%, e o índice Empire State, que mede as condições para a atividade industrial em Nova York e que subiu para 5,61 em março, de 4,48 em fevereiro. Os economistas, no entanto, previam alta para 7.

Na Crimeia, o plebiscito aprovou por maioria quase que absoluta a anexação à Rússia, mas o mercado acabou não sentindo maiores reações do evento. Assim, as bolsas europeias fecharam com alta firme, da mesma forma que as norte-americanas. O Dow Jones subiu 1,13%, aos 16.247,22 pontos, o S&P avançou 0,96%, aos 1.858,83 pontos, e o Nasdaq teve ganho de 0,81%, aos 4.279,95 pontos.

Aqui, Petrobras e Vale foram portas de saída dos investidores, sobretudo após o exercício de opções sobre ações: os papéis subiam pela manhã e passaram a cair à tarde. Petrobras ON encerrou com baixa de 0,66%, a R$ 12,02, menor valor desde 26/7/2005, e a PN, de 1,64%, a R$ 12,57, menor valor desde 27/12/2005. Essa foi a terceira sessão seguida de perdas da Petrobras, período no qual recuou 4,45% e 5,63%, ON e PN, respectivamente.

Vale ON conseguiu garantir uma alta, de 0,17%, enquanto a PNA recuou 0,38%.

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