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Ibovespa sobe e interrompe série de 6 quedas consecutivas

Mais uma vez, mercado acionário reage ao cenário eleitoral; Bolsa teve alta de 0,24% nesta quinta, alcançando 58.337,29 pontos

Clarissa Mangueira, Agência Estado

11 de setembro de 2014 | 17h38


A Bovespa encerrou uma série de sessões consecutivas de baixas e terminou em alta nesta quinta-feira, ajudada por um movimento de recuperação após a pesquisa Datafolha, divulgada na quarta, não confirmar as especulações do mercado de que a presidente Dilma Rousseff (PT) apareceria à frente da candidata Marina Silva (PSB), nas intenções de voto para o segundo turno. As ações das companhias estatais, o chamado kit eleição, estavam entre os destaques de alta do pregão, visto que sempre reagem positivamente a notícias de que a oposição tem chances de vencer as eleições.

No fim do dia, o Ibovespa subiu 0,24%, para 58.337,29 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 6,160 bilhões. Na máxima do dia, o índice atingiu 58.809 pontos (+1,05%) e, na mínima, registrou 58.112 pontos (-0,15%). No ano, o Ibovespa acumula alta de 13,26% e no mês de setembro, queda de 4,81%.

A pesquisa Datafolha mostrou que a candidata à reeleição, Dilma Rousseff, oscilou de 35% para 36% das intenções de voto. Marina Silva (PSB) apareceu com 33%, de 34% antes. O candidato pelo PSDB, Aécio Neves, passou de 14% para 15%. Em um eventual segundo turno, a diferença entre Marina e Dilma caiu de 7 para 4 pontos, com as duas empatadas tecnicamente. A ex-senadora teria 47% dos votos e a presidente, 43%. No levantamento anterior, Marina tinha 48% e Dilma, 41%. Contra Aécio, Marina aparece com 54%, ante 30% do tucano. Entre Dilma e Aécio, a petista tem 49% das intenções e o tucano, 38%.

O empate técnico entre as duas candidatas elevou as expectativas em relação à pesquisa Ibope, que será divulgada amanhã. Os investidores esperam para ver se o levantamento confirmará o acirramento da disputa entre Dilma e Marina. 

A alta da Bovespa ocorreu apesar de dados fracos do varejo, anunciados pela manhã. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas do varejo recuaram 1,1% em julho ante junho, abaixo do piso do intervalo das estimativas. Esse foi o maior declínio desde outubro de 2008. Já na comparação com julho do ano passado, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram queda de 0,9% em julho deste ano. No varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 0,8% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, dentro do intervalo das estimativas.

Durante à tarde, foram anunciados números do mercado de trabalho brasileiro, que não tiveram impacto no mercado. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a geração líquida de empregos formais em agosto foi de 101.425 vagas, acima das estimativas, que iam de 60.000 a 94.500 vagas. No acumulado do ano até agosto, houve criação líquida de empregos formais de 751.456 vagas.

Entre os destaques de alta da sessão, Banco do Brasil (+0,72%), Petrobrás ON (+1,16%), Petrobrás PN (+1,24%), Eletrobras ON (+0,54%) e Eletrobras PNB (+0,45%). As ações da Vale terminaram em direções divergentes, com as ON (-0,14%) e as PNA (+0,04%). Hoje o preço do minério de ferro voltou a cair e renovou a mínima em cinco anos, ao atingir US$ 81,9 a tonelada seca. 

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