Ibovespa sobe na abertura, mas alta do petróleo é risco

A Bolsa de Valores de São Paulo está começando bem o mês de abril, dando continuidade ao clima positivo do último pregão de março. O Ibovespa à vista subia 0,71% às 10h18, na máxima, logo após a abertura, em sintonia com o mercado internacional e impulsionado pelas perspectivas favoráveis para a economia brasileira. A pesquisa Focus divulgada mais cedo pelo Banco Central aponta queda nas projeções de mercado para a inflação e os juros, faltando pouco mais de duas semanas para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Além disso, os investidores respiram mais aliviados com a estréia do ministro da Fazenda, Guido Mantega, na reunião do Conselho Monetário Nacional, que na sexta-feira decidiu reduzir a Taxa de Juros de Longo Prazo para 8,15% ao ano. O que pode limitar um ganho maior da Bolsa paulista hoje são os juros dos títulos do Tesouro norte-americano, que estão subindo, e o comportamento do preço do petróleo, que é negociado acima de US$ 67 o barril em Londres e em Nova York. Do lado externo, o que está alimentando a alta das bolsas asiáticos e européias é a alta dos preços das commodities, influenciada pelo primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, que declarou que os preços do minério de ferro devem ser estabelecidos pelo mercado. Antes, o governo chinês havia sugerido que poderia interferir nas negociações. Aqui, os papéis da Vale do Rio Doce também devem repercutir essa declaração do premiê chinês e seguir a alta de seus pares ao redor do mundo. Nos EUA, o Nasdaq futuro subia 0,57% e o S&P 500 +0,51%, puxadas pela notícia da venda da Lucent para a Alcatel por US$ 13 bilhões em ações e pela notícia de que a General Motors concordou vender sua participação majoritária na unidade financeira GMAC a um grupo de investidores. A Bovespa começa a semana com outra notícia positiva: a continuidade da entrada de capital externo, indicando que o saldo pode ficar zerado em março. Segundo fonte, no último dia 30 a Bovespa registrou entrada de cerca de R$ 40 milhões. Se confirmado o saldo negativo que era de R$ 74,728 milhões pode cair ao redor de R$ 35 milhões. Mas ainda falta sair o dado do dia 31. A Bolsa deve se ajustar hoje à nova carteira teórica, que vai vigorar para o período maio-agosto. Os investidores estarão atentos também aos papéis da Embraer, que divulgou na sexta-feira à noite lucro líquido de R$ 708,9 milhões em 2005, em linha com a média das projeções dos analistas consultados pela Agência Estado (R$ 705 milhões). O resultado do ano passado foi 45% inferior ao ganho de R$ 1,28 bilhão em 2004. Na sexta-feira, a Embraer informou em fato relevante, que a incorporação da empresa pela Rio Han Empreendimentos e Participações dará direito de recesso aos detentores de ações ON, no valor de R$ 6,61 a unidade.

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