Ibovespa sobe puxado pelos papéis da Vale

Papéis da mineradora dispararam na reta final da sessão, após decisão do STJ favorável à empresa em processo que discute impostos

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

24 de abril de 2014 | 17h48

A Bovespa fechou em alta nesta quinta-feira, 24, conduzida pela disparada dos papéis da Vale na reta final da sessão. O avanço da bolsa brasileira veio após uma sessão marcada por forte volatilidade, à medida que os investidores avaliavam a escalada das tensões na Ucrânia, além de balanços e indicadores econômicos positivos.

O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,48%, aos 51.815,96 pontos. Na máxima, registrou 51.963 pontos (+0,76%) e, na mínima, os 51.238 pontos (-0,64%). No mês, acumula ganho de 2,78% e, no ano, de 0,60%. O giro financeiro totalizou R$ 5,876 bilhões.

As ações da Vale chegaram a subir mais de 2% e atingiram as máximas depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu decisão favorável à empresa no julgamento que tratava do recurso especial que discute a cobrança de impostos sobre lucro de empresas controladas pela Vale no exterior. Apesar de ter aderido ao programa de parcelamento de débitos de Imposto de Renda e CSLL (Refis), aberto pelo governo no final do ano passado para as multinacionais brasileiras, a Vale já sinalizou que, se sair vitoriosa do processo, deve pedir à Receita Federal a devolução dos valores pagos e a suspensão do pagamento das parcelas que irão vencer. No fim da sessão, Vale ON subiu 1,65% e Vale PNA avançou 1,62%.

Durante o dia, a negociação foi bastante volátil, com o Ibovespa acompanhando de perto o desempenho das bolsas internacionais. Os índices de Nova York abriram em alta, impulsionados pelos balanços da Apple e do Facebook, que vieram acima do esperado, e pela alta das encomendas de bens duráveis nos EUA em março. Mas renovadas tensões na Ucrânia levaram os mercados a inverterem o sinal negativo no meio da manhã. Os russos começaram hoje exercícios militares na fronteira, após as forças ucranianas terem matado cinco militantes pró-Moscou durante a retomada de prédios ocupados no leste do país.

Mais tarde, a aversão ao risco perdeu um pouco de força e as bolsas operaram sem direção única pelo resto dia, enquanto os investidores digeriam os desdobramentos da crise na Ucrânia e as notícias econômicas e corporativas positivas.

O Departamento de Comércio dos EUA afirmou que as novas encomendas de bens duráveis nos EUA subiram 2,6% em março ante fevereiro, o maior ganho desde novembro. Os analistas previam uma alta menor nas encomendas de março, de 2,0%.

No Brasil, o Bradesco abriu hoje a temporada de balanços dos grandes bancos com lucro líquido de R$ 3,443 bilhões no primeiro trimestre de 2014, uma alta de 18,0% em relação ao mesmo período do ano passado. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio do banco (ROAE) alcançou 20,5% ao final de março ante 19,5% registrado um ano antes. O Bradesco também divulgou lucro líquido ajustado de R$ 3,473 bilhões no primeiro trimestre de 2014, alta de 18,0% em relação ao resultado apresentado em igual intervalo de 2013. As ações ON do banco fecharam com alta de 1,95% e as PN subiram 1,82%.

Os papéis da Petrobras também subiram: ON (+0,46%) e PN (+0,62%), se recuperando das quedas recentes. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a instalação imediata da CPI para apurar as suspeitas que envolvem a estatal. O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), anunciou nesta tarde que a bancada do PT não vai recorrer da decisão da ministra.

No fim da tarde em Wall Street, o índice Dow Jones operava estável, o S&P 500 tinha alta de 0,17% e o Nasdaq avançava 0,52%.

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