PAULO WHITAKER/REUTERS
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Bolsa dispara e fecha com alta de 3,35%

Sustentado pelo cenário externo e pela valorização das ações de bancos, Ibovespa recupera o patamar de 46 mil pontos

CLAUDIA VIOLANTE, Estadão Conteúdo

26 de agosto de 2015 | 17h41

A Bolsa recuperou quase 1,5 mil pontos apenas na sessão desta quarta-feira, 26, recuperando o patamar de 46 mil pontos registrado pela última vez no dia 20. Em dia de forte valorização, o Ibovespa terminou o pregão em alta de 3,35%, aos 46.038,07 pontos. A alta foi sustentada por uma injeção de capital na China, dados bons nos EUA, declarações de um dirigente do Federal Reserve, recomposição de carteiras com o ambiente mais favorável e, por fim, a aprovação da MP 675.

Na mínima, o Ibovespa marcou 44.540 pontos (-0,01%) e, na máxima, 46.039 pontos (+3,36%). No mês, acumula perda de 9,49% e, no ano, de 7,94%. O giro financeiro totalizou R$ 6,970 bilhões.

Após o fechamento do mercado, o Banco do Povo da China (PBoC) injetou 140 bilhões de yuans (US$ 21,8 bilhões) no sistema bancário, por meio de operações de liquidez de curto prazo. Isso não acontecia desde janeiro.

Nos EUA, as encomendas de bens duráveis avançaram 2% em julho ante junho, bem acima da previsão de alta de 0,1% dos economistas. Além desse indicador, o mercado gostou das declarações do presidente do Fed de NY, William Dudley, para quem uma alta de juros já em setembro nos EUA parece menos convincente, ou seja, o início do aperto monetário pode não acontecer no mês que vem.

As bolsas norte-americanas tiveram avanço vigoroso: o Dow Jones subiu 3,95%, aos 16.285,51 pontos, o S&P avançou 3,90%, aos 1.940,51 pontos, o Nasdaq teve valorização de 4,24%, aos 4.697,54 pontos.

No Brasil, a aprovação, pela comissão mista do Congresso, da MP 675 também contribuiu para a alta do mercado, ao influenciar a valorização das ações dos bancos. Apesar de elevar de 15% para 20% a alíquota da CSLL, o valor é menor do que sugeriu a relatoria inicialmente (alta para 23%) e o aumento terá prazo de validade: expira em 1º de janeiro de 2019. O governo não previa fim.

Bradesco PN subiu 4,92%, Itaú Unibanco PN, 6,04%, BB ON, 4,92%, Santander unit, 5,56%.

Petrobras ON, +2,82%, PN, +2,66%; Vale ON, +3,58%, PNA, +2,93%. As siderúrgicas foram além: Gerdau PN, +6,56%, Metalúrgica Gerdau PN, +6,40%, Usiminas PNA, +7,84%, CSN ON, +12,95%.

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