Ibovespa tem 3ª queda seguida, mas perdas diminuem no fim

Papéis das empresas de energia elétrica se destacaram, impactados pelo aumento nos recursos captados pelo mercado pela CCEE

Claudia Violante, da Agência EStado,

10 de abril de 2014 | 17h54

O mercado doméstico acompanhou as bolsas norte-americanas e encerrou em baixa nesta quinta-feira, 10, pelo terceiro dia seguido. Mas as perdas domésticas foram praticamente apagadas no fim da sessão. Os dados da balança comercial chinesa influenciaram as ações da Vale, enquanto os papéis de elétricas foram impactados pelo aumento nos recursos captados pelo mercado pela CCEE.

O Ibovespa terminou em baixa de 0,11%, aos 51.127,48 pontos. Na mínima, registrou 50.732 pontos (-0,89%) e, na máxima, 51.522 pontos (+0,66%). No mês, acumula ganho de 1,42%, mas, no ano, cai 0,74%. O giro financeiro foi mais fraco hoje e totalizou R$ 6,365 bilhões.

A Bovespa já havia tido realização nas duas sessões anteriores, daí o desempenho melhor do que o das bolsas norte-americanas hoje. Além disso, o fluxo comprador se manteve firme e deu sustentação aos negócios.

Logo cedo, a balança comercial chinesa, que mostrou aumento o superávit, mas queda de importações e exportações, prejudicou principalmente os papéis de Vale (a ON caiu 0,55% e a PNA recuou 0,87%).

Mas, nos EUA, os dados de pedido de auxílio-desemprego vieram bons. Eles não conseguiram, no entanto, se sobrepor à onda vendedora nos setores de tecnologia e biotecnologia. Dow Jones terminou em baixa de 1,62%, aos 16.170,22 pontos, S&P recuou 2,09%, aos 1.833,08 pontos, e Nasdaq caiu 3,10%, aos 4.054,11 pontos.

Segundo o Departamento do Trabalho, o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 32 mil na semana encerrada em 5 de abril, para 300 mil, ante previsão de que iria a 320 mil solicitações. O total da semana passada é o menor registrado desde maio de 2007.

Os papéis das empresas de energia elétrica se destacaram, depois que a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) anunciou ontem que vai captar no mercado R$ 11,2 bilhões, ante R$ 8 bilhões previstos inicialmente pelo governo no pacote de medidas para socorrer as distribuidoras de energia elétrica. Os recursos captados serão disponibilizados às concessionárias de distribuição para honrarem compromissos financeiros decorrentes dos custos relacionados ao acionamento das usinas termelétricas.

Eletrobras PNB (+0,73%), Eletrobras ON (+2,64%), AES Tietê PN (+0,86%), Cemig PN (+1,23%), Copel PNB (+1,91%), CPFL Energia ON (+0,98%), Light ON (+1,58%).

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