Ibovespa tem dia de queda

Ações do setor aéreo, siderúrgico e de construção são destaques de baixa

Beth Moreira, da Agência Estado,

19 de abril de 2010 | 12h31

A Bolsa paulista opera em queda nesta segunda-feira, dia de vencimento de opções sobre ações, pressionada por empresas do setor aéreo, siderúrgico e de construção. Às 12h11, o Ibovespa registrava desvalorização de 0,62%, aos 68.991 pontos. Na pontuação mínima atingiu 68.793 pontos (-0,91%) e na máxima 69.431 pontos (+0,01%). No mesmo momento, Dow Jones subia 0,01% e S&P registrava perdas de 0,11%.

 

A aposta de alguns operadores é que o volume maior hoje ocorra com Vale, que deve girar R$ 1 bilhão. Já Petrobras deverá ter uma movimentação menor, devido à desvalorização dos papéis nos últimos dias. O papel encerrou o pregão de sexta-feira em R$ 32,90. "Há em torno de 10 milhões de ações em descoberto da Petrobras a R$ 34,00 que não devem ser exercidas", adianta um profissional do mercado.

 

No mesmo horário, Petrobras PN avançava 0,52% e ON subia 0,30%. Na Nymex eletrônica, o preço do petróleo recuava mais de 2% para a casa dos US$ 81,00 o barril.

 

Vale PNA recuava 0,49% e ON cedia 1,40%. O Credit Suisse revisou as previsões de preços de minério de ferro, considerando o novo mecanismo de precificação e o aumento esperado para o aperto na relação entre oferta e demanda nos próximos meses. O banco projeta uma média de preços do minério de ferro brasileiro na base FOB de US$ 122 a US$ 126 por tonelada métrica seca, o que significa alta de 113% a 120% em relação ao preço mais elevado do contrato (benchmark) de 2009. A estimativa anterior era de alta de 40%.

 

No setor siderúrgico, Gerdau (-2,30%), Gerdau Metalúrgica (-2,16%), CSN (-1,60%) e Usiminas (-1,05%).

 

A lista de maiores baixas do Ibovespa era encabeçada por TAM, que recuava 3,51%. Gol também fazia parte do grupo com queda de 1,90%. Apesar do caos aéreo na Europa, analistas acreditam que o problema tem pouco impacto sobre as companhias brasileiras e que a desvalorização de hoje trata-se apenas de uma realização.

 

Apesar de ter divulgado dados positivos de vendas no primeiro trimestre do ano, a MRV Engenharia cedia 2,49% e também compunha a lista de maiores quedas do índice. Fora do grupo, Rossi, que também divulgou aumento nos lançamentos, registrava perdas de 0,56%. Ainda no setor de construção PDG (-0,20%), Cyrela (+0,05%) e Gafisa (0,34%).

 

ALL cedia 1,55%. Hoje a empresa divulgou prévia de resultados do primeiro trimestre de 2010, no qual aponta crescimento de 17,7% no Ebitda no Brasil para R$ 295,6 milhões. Considerando a operação na Argentina, que saiu de um resultado negativo para positivo na comparação entre os períodos, o total do Ebitda no 1º trimestre representa um avanço de 19% sobre o 1ºtri09. A ALL ressalta que os números ainda não são auditados.

 

Brasil Telecom PN recuava 1,60%. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) rejeitou a proposta do Bando Opportunity para encerrar processo sobre a empresa. Ao decidir pela rejeição, o colegiado da autarquia avaliou a proposta como "inconveniente e inoportuna". A CVM apura irregularidades de investimentos realizados pela Brasil Telecom (BrT) na época em que o banco administrava e exercia o controle da operadora.

 

Pão de Açúcar caía 0,60% em meio às discussões com a direção das Casas Bahia para levar à diante o acordo entre as empresas. Representantes das duas empresas estiveram reunidos na última sexta-feira, mas não chegaram a um acordo.

 

Duas empresas do grupo EBX, do empresário Eike Batista, figuram no grupo de maiores altas do Ibovespa. OGX, lidera a lista com alta de 2,48%, enquanto LLX sobe 1,08%. Também compunham o grupo empresas do setor elétrico como Eletrobras PNB (+1,29%), Eletrobras ON (+0,95%), Cemig PN (+0,94%) e Light (+0,81%).

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