Ibovespa vira e passa a cair durante a tarde

Anúncio de ajuda à Grécia não motivou investidores e pregão tem giro fraco

Vinícius Pinheiro, da Agência Estado,

26 de março de 2010 | 12h38

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não conseguiu sustentar o sinal positivo visto desde a abertura dos negócios desta sexta-feira, 26, em linha com a alta dos mercados em Nova York. Às 15h00, o Ibovespa, principal índice da bolsa, registrava queda de 0,33%, a 68.200 pontos, com volume de R$ 3,78 bilhões e projeção de R$ 5,58 bilhões para o fechamento. No mesmo horário, o S&P 500 caia 0,14% em Nova York.

 

Apesar das notícias positivas, como a decisão dos líderes europeus em socorrer a Grécia junto com o Fundo Monetário Internacioal (FMI), o movimento no pregão é tímido e inspira apenas a troca de posições entre investidores, relatam operadores. "Está faltando combustível para a bolsa", resume um profissional.

 

Apesar do movimento negativo da Bolsa, as siderúrgicas operam no campo positivo, como CSN ON (+0,64%), Gerdau PN (+1,10%) e Usiminas PNA (+0,74%). Segundo o analista Pedro Galdi, da SLW Corretora, a economia local aquecida diminui os temores de que o setor não conseguirá repassar o reajuste das matérias-primas, como o minério de ferro.

As ações ON da Vale sobem 0,72%, acima dos papéis PNA, que registram ganho de 0,19%, e diminuem a diferença no acumulado do ano. Os investidores seguem ainda na expectativa para o reajuste do minério de ferro, que deverá trazer novidades não apenas no porcentual, como também na forma como os contratos passarão a ser negociados, com ajustes trimestrais no preço.

Entre as quedas, os papéis do grupo Oi sofrem o rescaldo da decisão da companhia de mudar a relação de troca na incorporação da Brasil Telecom (BrT). Há pouco Telemar Norte Leste (Tmar) PNA recuava 1,70% e BrT PN - que ontem caiu 5,46% - registra baixa de 1,64%.

 

As ações da Cyrela, que iniciaram o pregão em alta, viraram e há pouco recuavam 1,51%, apesar de a incorporadora ter registrado resultado acima das expectativas. O lucro líquido consolidado da Cyrela no quarto trimestre de 2009, de R$ 207,7 milhões, ficou 7,6% acima da média das estimativas de cinco instituições financeiras consultadas pela Agência Estado - Bradesco, Votorantim Corretora, Fator, JPMorgan e Santander.

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