Ibovespa volta a terminar em baixa, em dia de giro fraco

Na contramão de Wall Street, o Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,76%, aos 52.239,34 pontos

Claudia Violante, da Agência EStado,

29 de maio de 2014 | 17h45

Na contramão de Wall Street, a Bovespa recuou, em dia de liquidez enxuta, na casa de R$ 4 bilhões. Petrobras, BM&F e bancos puxaram as ordens de vendas, mas o índice conseguiu se segurar no patamar de 52 mil pontos. Vale, que melhorou à tarde, ajudou a suavizar o sinal negativo do principal índice à vista.

O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,76%, aos 52.239,34 pontos. Na mínima, registrou 52.031 pontos (-1,16%) e, na máxima, 52.889 pontos (+0,47%). No mês, acumula ganho de 1,19% e, no ano, de 1,42%. O giro financeiro totalizou R$ 4,528 bilhões. Os dados são preliminares.

Hoje, o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, afirmou acreditar que, por conta da Copa, os volumes de negociação serão menores neste ano. A informação confirmou o que o mercado já vinha sentindo no dia a dia. E os papéis da BM&FBovespa terminaram com recuo de 2,74%.

Os bancos realizaram parte dos ganhos recentes, sobretudo os da véspera, após o adiamento de julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da constitucionalidade de planos econômicos das décadas de 1980 e 1990. Além disso, houve a divulgação de dados de crédito pelo Banco Central, o que influenciou no movimento de guardar os lucros recentes.

BB ON terminou em baixa de 0,60%, Bradesco PN, -1,08%, e Itaú Unibanco PN, -1,51%, e Santander unit, -1,31%.

Petrobras ON caiu 1,93% e PN, 2,26%. Vale ON subiu 0,86% e PNA, 0,34%.

Nos EUA, os índices fecharam nas máximas da sessão. O Dow Jones subiu 0,39%, aos 16.698,74 pontos, o S&P avançou 0,54%, aos 1.920,03 pontos, e o Nasdaq subiu 0,54%, aos 4.247,95 pontos.

Entre os dados divulgados lá hoje, o PIB do primeiro trimestre recuou a uma taxa anual de 1,0% entre janeiro e março, ante previsão de -0,6%. A primeira leitura, anunciada no fim de abril, apontava crescimento marginal de 0,1% nos primeiros três meses de 2014. O número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 27 mil na semana encerrada em 24 de maio, para 300 mil, ante previsão de que iria para 319 mil solicitações. E as vendas pendentes de imóveis nos EUA subiram 0,4% em abril ante março, a 97,8, bem abaixo da previsão de alta de 2,0%.

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