Iene se desvaloriza depois de G-20 apoiar ações do BoJ

O iene caiu frente ao dólar e ao euro depois de autoridades as principais economias do mundo, que compõem o G-20, terem dado aprovação às agressivas medidas de estímulos do Japão. A moeda havia desacelerado seu movimento de queda desde que o Tesouro dos EUA anunciou, na semana passada, que ficaria atento à política econômica japonesa.

Agencia Estado

19 de abril de 2013 | 18h48

No final da tarde em Nova York, o dólar subia a 99,48 ienes, de 98,14 ienes da tarde de ontem. O euro também se valorizou frente à moeda japonesa, avançando a 129,85 ienes, de 128,13 da tarde anterior. Na comparação com o dólar, o euro caía a US$ 1,3050, de US$ 1,3053. A libra esterlina era negociada em alta, mas inverteu o movimento e passou a cair depois que a Fitch anunciou o rebaixamento do Reino Unido de AAA para AA+, com perspectiva estável. No final da tarde, a libra caía a US$ 1,5228, de US$ 1,5283 de quinta-feira.

Em reunião do grupo formado pelas 20 maiores economias, os ministros de Finanças dos países membros apoiaram a medida adotada pelo Japão de dobrar sua compra de ativos para impulsionar a economia que patina há anos. O temor era que o grupo se manifestasse contrário à política monetária japonesa devido aos possíveis impactos que ela pode ter nas economias de outros países.

Até o momento, o iene já caiu 29% na comparação com o dólar, desde setembro, quando os investidores começaram a antecipar os resultados das eleições parlamentares que escolheram Shinzo Abe como primeiro-ministro do Japão. Contudo, a moeda japonesa conteve as quedas depois de o Tesouro dos EUA ter divulgado relatório na última semana dizendo que ficaria de olho na política econômica do Japão. "A trajetória de queda do iene voltou", disse Fabian Eliasson, da Mizuho Bank. "Isso dá autoridade e apoio para que outros países continuem com suas políticas de flexibilização monetária."

O euro avançou levemente frente ao dólar nesta sexta, depois que o presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, disse que os comentários que ele fez no começo da semana sobre um possível corte de juros do Banco Central Europeu não significavam nenhuma mudança imediata na política monetária. As informações são da Dow Jones.

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