Impasse fiscal afeta; Bolsas de NY têm 5ª baixa seguida

As Bolsas de Nova York fecharam em queda nesta quarta-feira, 25, elevando a sequência de baixas para cinco sessões consecutivas. O S&P 500 registrou sua queda mais longa desde dezembro do ano passado, com perda de 1,7% em uma semana. Os índices foram pressionados pelas preocupações com a política fiscal dos Estados Unidos, que superaram dados positivos da economia norte-americana.

Agencia Estado

25 de setembro de 2013 | 18h04

O índice Dow Jones recuou 61,33 pontos (0,40%), fechando a 15.273,26 pontos. O S&P 500 caiu 4,65 pontos (0,27%), terminando a 1.692,77 pontos, enquanto o Nasdaq teve queda de 7,15 pontos (0,19%), para 3.761,10 pontos.

A tensão nas negociações fiscais em Washington para evitar uma paralisação do governo continua alta. Os democratas do Senado afirmaram que vão apoiar um projeto para financiar o governo por seis semanas, prazo 30 dias menor do que consta no projeto aprovado pela Câmara. O Congresso tem até domingo, 30, para chegar a um acordo sem comprometer o funcionamento do governo.

Um ponto ainda maior de preocupação para os investidores é o teto da dívida. Em carta enviada ao Congresso, o secretário do Tesouro norte-americano, Jacob Lew, afirmou que as atuais medidas de emergência vão se exaurir em 17 de outubro, quando a sobra de caixa do governo deverá ser de apenas US$ 30 bilhões, "bem menor do que as despesas líquidas de certos dias, que podem chegar a até US$ 60 bilhões". A estimativa anterior do Tesouro era que sobrariam US$ 50 bilhões em "meados de outubro". Lew também apelou ao Capitólio que amplie o limite de endividamento do Tesouro para evitar que o país decrete moratória.

Andrew Slimmon, diretor do Morgan Stanley Global Investment Solutions, porém, não prevê grandes oscilações do mercado, como em negociações fiscais anteriores. "Os investidores não querem deixar que Washington afete suas decisões, por isso ainda não tivemos uma onda de vendas", afirmou.

Nesse cenário, dados positivos da economia dos EUA foram deixados de lado. As encomendas totais por bens duráveis, feitos para durar três anos ou mais, tiveram uma ligeira alta de 0,1% no mês passado ante julho, contrariando a previsão de queda de 0,6%. Já as vendas de moradias novas nos EUA subiram 7,9% em agosto, em comparação com julho, superando a previsão de alta de 6,6%.

No noticiário corporativo, o destaque negativo foi o Wal-Mart, que liderou as perdas do Dow Jones, com queda de 1,45%. A imprensa informou no início da tarde que, devido aos elevados estoques, está cortando pedidos a fornecedores para este e o próximo trimestre. Em seguida, um porta-voz da companhia negou as informações, e os papéis recuperaram parte das perdas.

As ações da Amazon.com recuaram 0,2%, após a companhia anunciar duas novas versões de seus tablets, com telas de 7 e 8,9 polegadas.

Já a J.C. Penney despencou 15%, estendendo uma sequência de perdas que levou o papel da empresa para o menor preço desde o fim de 2000. Analistas do Goldman Sachs afirmaram que a fraqueza do setor varejista pode ser um desafio para o nível de liquidez da empresa.

Na Europa, as Bolsas fecharam sem direção definida, também com foco no futuro da política monetária e fiscal nos EUA, que ofuscou a alta da confiança do consumidor alemão. A Bolsa de Londres fechou em queda de 0,30% e Paris perdeu 0,01%, enquanto Milão avançou 0,14% e Frankfurt subiu 0,01%. Fonte: Dow Jones Newswires.

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