Inadimplência sobe 3,84% em setembro

Segundo a CNDL, o resultado de setembro mostrou a menor expansão do ano na inadimplência, mas ainda assim a alta é superior à registrada no mesmo mês de 2013

Eduardo Rodrigues, O Estado de S. Paulo

07 de outubro de 2014 | 11h47

BRASÍLIA - A inadimplência desacelerou em setembro deste ano, mas continua em patamar elevado. De acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), divulgados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), os calotes no mês passado aumentaram 3,84% em relação a setembro de 2013. Em agosto, a expansão da inadimplência era de 5,09% na comparação anual.

De acordo com a CNDL, o resultado de setembro mostrou a menor expansão do ano na inadimplência, mas ainda assim a alta é superior à registrada no mesmo mês de 2013, quando os calotes aumentaram a uma taxa de 2,89% em relação a 2012. 

Em relação a agosto deste ano, a inadimplência em setembro caiu 1,14%. De acordo com os dados do SPC, havia pelo menos 54 milhões de CPFs de consumidores com dívidas atrasadas no mês passado, cerca de 1 milhão a menos que no mês anterior.

Para a CNDL, a quitação de dívidas no mês está relacionada à realização de feirões de negociação de débitos que ocorrem tradicionalmente nesse período do ano, além do pagamento do 13º salário de aposentados e pensionistas entre o fim de agosto e o começo de setembro. 

"Em São Paulo, por exemplo, a Eletropaulo renegociou dívidas dos consumidores. Além disso, é normal que os bancos também chamem os tomadores para resolver pendências nesse período do ano. Portanto, é normal que apareçam novas reduções nas dívidas nos balanços mensais até o fim do ano", comentou a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Pelos mesmos motivos, a quantidade de parcelamentos em atraso também caiu em setembro, com redução de 1,16% em relação a agosto. Já na comparação anual, ainda persiste um aumento de 5,07% ante o mesmo período de 2013, mas com ritmo inferior aos 6,13% registrados no mês anterior. 

Apesar da retração em relação a agosto, a variação ainda é bastante superior a de setembro de 2013, quando o crescimento das dívidas em atraso era de 1,79%. "Os juros continuam altos e a confiança do consumidor continua em baixa. Por isso os dados de inadimplência em 2014 continuam maiores que os verificados no ano passado, em um patamar importante. Ainda vemos isso como uma luz amarela", completou a economista. 

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