Indicadores da Alemanha e Reino Unido limitam vendas nas bolsas europeias

Ainda assim, mercados seguem atentos às renovadas preocupações com os chamados países da periferia da zona do euro: Irlanda, Portugal e Espanha estão no foco dos temores de que tenham problemas com suas dívidas

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

28 de setembro de 2010 | 09h42

Os indicadores econômicos divulgados nesta manhã na Europa ajudam a aliviar a tensão nas bolsas da região, causada por renovadas preocupações com os chamados países da periferia da zona do euro. Irlanda, Portugal e Espanha estão no foco dos temores de que tenham problemas com suas dívidas.

Mas indicadores na Alemanha e Reino Unido ajudam a minimizar o impacto de tais preocupações. Na Alemanha, o índice de confiança do consumidor subiu para 4,9 pontos em outubro e ficou acima do esperado. Paralelamente, a chanceler Angela Merkel contribuiu para o clima positivo, desenhando um cenário favorável para a economia do país. "A situação econômica é destacadamente positiva", disse no Dia da Indústria, evento organizado pela federação da indústria da Alemanha. "O crescimento econômico parece, na verdade, superior as nossas previsões", acrescentou Merkel.

No Reino Unido, o governo confirmou, na revisão dos dados do PIB, que o crescimento do segundo trimestre foi o maior em nove anos, enquanto uma grande parte dos varejistas informaram melhora das vendas em setembro.

O PIB britânico teve expansão de 1,2% em comparação com o primeiro trimestre deste ano e de 1,7% em relação ao segundo trimestre do ano passado, em linha com a estimativa dos economistas ouvidos pela Dow Jones.

No varejo, a Pesquisa Distributiva de Negócios, realizada mensalmente, mostrou que a diferença entre o porcentual de varejistas que reportaram aumento nas vendas em setembro e os que reportaram queda nas vendas saltou para +49 em setembro, o maior desde maio de 2004, quando estava em +51.

Também, o déficit em conta corrente do Reino Unido inesperadamente diminuiu no segundo trimestre deste ano, para 7,4 bilhões de libras (US$ 11,73 bilhões), segundo o Escritório para Estatísticas Nacionais (ONS), em comparação com o déficit revisado no primeiro trimestre de 11,3 bilhões de libras, o maior desde o terceiro trimestre de 2007.

Às 9h45 (de Brasília), Londres caía 0,19%, com o sentimento desfavorável em relação à Irlanda pesando no mercado, mas opera acima das mínimas graças aos indicadores. Frankfurt sobe 0,19% e Paris avança 0,08%. As informações são da Dow Jones.

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