Indicadores e ajustes antes do feriado pesam sobre bolsas europeias

 Taxa de desemprego avançou para 10,0% em fevereiro, de 9,9% nos três meses anteriores, maior nível desde agosto de 1998

Danielle Chaves, da Agência Estado,

31 de março de 2010 | 09h18

O aumento da inflação e da taxa de desemprego na zona do euro limita os ganhos das bolsas europeias, mas a tendência negativa é contrabalançada pelo avanço de papéis de companhias ligadas a recursos básicos e mídia. De todo modo, operadores descrevem as negociações desta quarta-feira como estáticas, já que os investidores estão ajustando posições antes do fim do mês e do trimestre e do feriado de Páscoa em vários países.

 

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 1,5% em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado, mais do que a previsão dos analistas ouvidos pela Dow Jones, que era de aumento de 1,2%. E a taxa de desemprego avançou para 10,0% em fevereiro, de 9,9% nos três meses anteriores, o maior nível desde agosto de 1998.

 

"O dado sobre o CPI é preocupante porque mostra que a pressão inflacionária está aumentando na região acima das expectativa", disse um operador. A taxa de desemprego, porém, embora tenha sido em fevereiro a maior dos últimos onze anos e meio, veio em linha com o esperado.

 

As ações de empresas do setor de mídia sobem após o órgão regulador do Reino Unido afirmar, em seguida a uma investigação sobre o mercado de televisão paga, que a British Sky Broadcasting Group (BSkyB) tem de vender em larga escala seu conteúdo esportivo para as concorrentes. Embora a decisão seja negativa para a BSkyB, analistas avaliam que ela foi melhor do que a companhia temia. As ações da empresa subiam 2,84% na Bolsa de Londres, às 8h10 (de Brasília).

 

Já os papéis ligados a recursos básicos eram beneficiados pelos firmes ganhos nos preços dos metais. Xstrata subia 1,14% e Anglo American avançava 1,02% em Londres. O níquel, por exemplo, atingiu o maior preço desde meados de 2008 na London Metal Exchange (LME). Às 8h20 (de Brasília), o petróleo para maio tinha alta de 0,58%, a US$ 81,75 por barril, na plataforma ICE. O índice FT-100 de Londres operava estável, o CAC-40 de Paris recuava 0,07% e o DAX de Frankfurt subia 0,11%.

 

No mercado de câmbio, o dólar atingiu seu maior nível em mais de dois meses diante do iene, a 93,60 ienes, beneficiado por compras da moeda norte-americana por parte de players institucionais e especuladores japoneses, à medida que se aproxima o fim do ano fiscal do Japão. Em relação ao euro, no entanto, o dólar apresentava queda.

 

As preocupações com a capacidade da Grécia de financiar seu déficit orçamentário a um custo razoável permanece como o principal guia do sentimento do mercado, mas o ajuste de posições antes de indicadores importantes nos EUA e no Japão no final desta semana, além do feriado de Páscoa, está dando impulso ao euro. No mesmo horário, o dólar subia para 93,41 ienes, de 92,81 ienes no fim da tarde de ontem, e o euro avançava para US$ 1,3477, de US$ 1,3413. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
europeiazona do euro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.