Indicadores fracos pesam e bolsas da Europa recuam

As bolsas europeias fecharam em alta nesta quarta-feira, 13, após uma nova série de indicadores fracos da região realimentar a expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) terá de adotar novas medidas de estímulo e sustentadas também por balanços corporativos positivos. Nesse cenário, preocupações com as crises da Ucrânia e do Iraque ficaram em segundo plano hoje. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia com alta de 0,39%, a 330,02 pontos.

SERGIO CALDAS, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, Estadão Conteúdo

13 de agosto de 2014 | 14h21

A produção industrial da zona do euro decepcionou os analistas ao cair 0,3% em junho ante maio. A previsão era de alta de 0,3%. Além disso, números recentes de preços de alguns países-membros mostram que o bloco segue perto do campo da deflação. Tanto Espanha quanto Portugal registraram quedas anuais nos índices de preços ao consumidor em julho. Na terça-feira, 12, na Alemanha, a pesquisa ZEW já havia indicado uma queda bem maior do que a esperada da confiança na maior economia da área do euro.

Além da especulação sobre os próximos passos do BCE, o relatório de inflação divulgado no começo da manhã pelo Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) foi considerado "dovish" - ou seja, favorável a estímulos -, o que ajudou a alimentar a compra de ações em Londres. No documento, o BoE elevou projeções de crescimento e reduziu a previsão para a alta dos salários, sugerindo que a primeira alta de juros no Reino Unido virá apenas no primeiro trimestre de 2015, e não antes, como apostava parte do mercado. O índice FTSE-100, das ações mais negociadas na capital inglesa, subiu 0,37%, a 6.656,68 pontos.

Resultados trimestrais favoráveis de várias empresas também contribuíram para o valorização das ações na Europa. Em Frankfurt, o DAX avançou 1,43%, a 9.198,88 pontos, com a ajuda da E.ON, que saltou mais de 4% após divulgar seu balanço. Também fecharam em alta na Alemanha a Deutsche Telekom (+0,75%) e o Commerzbank (+1,89%).

Outros destaques entre empresas que divulgaram lucros robustos foram a provedora britânica de serviços de segurança G4S (+5,27%) e a seguradora suíça Swiss Life Holding (+7,06%).

Em Paris, o índice CAC-40 teve ganho de 0,78%, a 4.194,79 pontos, sustentado por bancos como BNP Paribas (+1,7%), Société Générale (+1,6%) e Crédit Agricole (+1,3%). O IBEX-35, de Madri, subiu 0,61%, a 10.304,00 pontos, enquanto o FTSE Mib, de Milão, avançou 0,62%, a 19.537,26 pontos. No mercado português, o PSI 20, registrou forte alta de 1,88%, encerrando o pregão na máxima do dia, a 5.451,80 pontos. Os bancos também se destacaram em Lisboa: BCP, BPI e Banif dispararam 4,88%, 4,46% e 4,17%, respectivamente.

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