Indicadores positivos dos EUA devem puxar NY para o alto

Bolsa opera em alta após série de perdas recentes; dados divulgados nos EUA contribuíram para o movimento

Agencia Estado

26 de setembro de 2013 | 10h32

Os índices futuros das bolsas de Nova York apontam para uma abertura em alta na sessão desta quinta-feira, 26, em uma tentativa de estabilização do mercado após a série de perdas recentes. Os dados divulgados nos Estados Unidos pela manhã contribuíram para o movimento, especialmente a queda no número de pedidos de auxílio-desemprego. Às 10h15 (de Brasília), no pré-mercado, Dow Jones subia 0,22%, Nasdaq avançava 0,53% e S&P 500 ganhava 0,18%.

Na quarta-feira, 25, o índice Dow Jones sofreu a quinta queda seguida, assim como o S&P 500, que registrou o período mais longo de baixas desde dezembro do ano passado. As ações vêm sendo liquidadas desde que atingiram recordes em seguida à decisão do Federal Reserve de manter o programa de estímulos à economia dos EUA. As incertezas sobre as intenções do Fed e o aumento da tensão em Washington sobre o Orçamento para 2014 e o limite da dívida pesaram sobre as bolsas nos últimos dias.

Os ganhos apresentados pelos futuros no pré-mercado foram ampliados depois do anúncio de queda para 305 mil no número de pedidos de auxílio-desemprego, abaixo dos 330 mil previstos. Com isso, o nível continua próximo das mínimas em seis anos. Também foi divulgada a terceira estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA. Embora a expansão tenha sido mantida em 2,5%, ante expectativas de revisão para +2,8%, o ritmo do crescimento continua relativamente forte. Às 11h (de Brasília), saem as vendas pendentes de moradias nos EUA em agosto.

No noticiário corporativo, a varejista J.C. Penney caía 9,4% no pré-mercado em meio a preocupações com possíveis problemas de liquidez. Ontem a ação recuou 15%, atingindo o nível mais baixo desde dezembro de 2000, depois de analistas de dívida do Goldman Sachs afirmarem que o fraco desempenho pode pressionar o caixa disponível para a empresa no trimestre atual.

Por outro lado, Bed Bath & Beyond subia 6,1% após informar na noite de ontem que seus ganhos e receitas no segundo trimestre superaram as estimativas dos analistas. A varejista também fez previsões otimistas para os resultados no trimestre atual.

O JPMorgan Chase também deve receber atenção dos participantes dos mercados hoje. O potencial custo de um acordo para encerrar as ações criminais e civis contra o banco aumentou para US$ 11 bilhões depois de o procurador-geral dos EUA, Eric Holder, rejeitar a oferta do banco de um pagamento de US$ 3 bilhões, segundo reportagem do Wall Street Journal. No pré-mercado as ações do banco subiam 0,58%. Fonte: Dow Jones Newswires.

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