Índices das bolsas de NY atingem nível recorde

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta sexta-feira, 17, com o Dow Jones e o S&P 500 alcançando níveis recordes de fechamento após dados positivos da economia dos EUA.

Agencia Estado

17 de maio de 2013 | 17h33

O índice Dow Jones subiu 121,18 pontos (0,80%) e fechou a 15.354,40 pontos, o terceiro recorde em quatro sessões. O S&P 500 ganhou 15,65 pontos (0,95%), encerrando a 1.666,12 pontos, o quinto recorde em seis sessões. E o Nasdaq avançou 33,73 pontos (0,97%) e fechou a 3.498,97 pontos, o nível mais alto desde outubro de 2000.

"Os aspectos fundamentais que estão influenciando o mercado são sólidos. É difícil ser cínico em relação a um mercado que continua a subir com fundamentos econômicos que suportam esse movimento", disse Peter Kenny, da Knight Capital Markets.

O índice de sentimento do consumidor dos EUA, medido pela Reuters/Universidade de Michigan, subiu para 83,7 na leitura preliminar de maio, de 76,4 no fim de abril. O resultado foi o mais alto desde julho de 2007 e superou a previsão de alta para 78,0. Já o Conference Board divulgou que seu índice de indicadores antecedentes subiu 0,6% em abril ante março, acima da previsão de alta de 0,3%. "O dado de confiança do consumidor é o que realmente impulsionou o mercado hoje", afirmou Jeff Morris, da Standard Life Investments.

Os dados positivos ajudaram as ações de setores mais sensíveis à economia avançarem, como os setores industrial e o financeiro. A Boeing e o JPMorgan lideraram os ganhos do Dow Jones, com alta de 2,39% e 2,59%, respectivamente. Já os papeis da J.C. Penney recuaram 3,9% após a rede de lojas de departamento anunciar prejuízo maior que o esperado e queda na receita e nas vendas.

Dados divulgados na Europa também motivaram Wall Street. A Associação Europeia das Montadoras de Veículos anunciou que as vendas cresceram 1,7% em abril na comparação com igual período do ano passado, no primeiro aumento mensal em 19 meses. Ao todo, foram vendidos 1,038 milhão de carros na União Europeia. Entre os 27 mercados que fazem parte do levantamento, a Alemanha (com crescimento de 3,8%, para 284,4 mil unidades), o Reino Unido (+14,8%, para 163,3 mil unidades) e a Espanha (+10,8%, para 62,3 mil) lideraram o movimento.

Outra notícia europeia de destaque foi que a Espanha registrou, em março, seu primeiro superávit comercial em mais de 40 anos. O superávit de 634,9 milhões de euros (US$ 814,1 milhões) reflete uma queda de 15% nas importações do país. A quarta maior economia da zona do euro não registrava um superávit desde 1971. As informações são da Dow Jones.

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