Índices de ações em Nova York seguem Europa e fecham em queda

Dow Jones caiu 0,78%, Standard & Poor''s 500 cedeu 0,84% e Nasdaq fechou em queda de 1,00%

Ricardo Gozzi, da Agência Estado,

23 de abril de 2012 | 18h15

Os índices norte-americanos de ações fecharam em queda nesta segunda-feira em Nova York, afetados por indicadores econômicos ruins e pela instabilidade política na Europa, mas bem acima das mínimas da sessão. O índice industrial Dow Jones caiu 102,09 pontos (0,78%), encerrando em 12.927,17 pontos; o Standard & Poor''s 500 cedeu 11,59 pontos (0,84%), terminando em 1.366,94 pontos. O Nasdaq, por sua vez, fechou em queda de 30,00 pontos (1,00%), a 2.970,45 pontos.

As ações negociadas em Nova York seguiram a toada dos pregões europeus, afetados pelos indicadores ruins e pelo noticiário político na Holanda e na França. O índice de ambiente para negócios na França em abril ficou no pior nível em seis meses. Na Alemanha, o setor industrial teve em março o pior desempenho desde julho de 2009. No campo político, a queda do governo da Holanda e a dianteira do candidato socialista François Hollande no primeiro turno das eleições presidenciais na França foram apontadas como sinais de "incerteza" por participantes do mercado.

As ações do Wal-Mart fecharam em queda de 4,69% depois de os deputados norte-americanos Henry Waxman e Elijah Cummings terem aberto uma investigação parlamentar para apurar denúncias de suborno e corrupção feitas contra a unidade mexicana da rede varejista, informaram as emissoras CNBC e Fox Business. No fim de semana, uma reportagem do jornal New York Times revelou que a unidade mexicana da Wal-Mart cresceu no país vizinho em meio a uma campanha de subornos. A administração da rede varejista informou que investigaria o caso.

Os papéis da Kellogg cederam 6,09% depois de a empresa de produtos alimentícios ter rebaixado sua perspectiva de lucro e receitas para o acumulado do ano após um resultado no trimestre pior do que o esperado.

"A crise da dívida na Europa provavelmente vai continuar na cabeça dos investidores", disse Steve Hammers, diretor de investimento da Compass EMP Funds. "O movimento contrário aos cortes orçamentários está ganhando força", observou. As informações são da Dow Jones.

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