Índices futuros indicam abertura em alta de bolsas de NY

Números preliminares divulgados pelos Departamento de Trabalho mostraram recuperação da produtividade da mão-de-obra nos EUA

Altamiro Silva Júnior, correspondente, Agência Estado

08 de agosto de 2014 | 10h34

Os índices futuros sinalizam uma abertura em alta para as bolsas norte-americanas no pregão desta sexta-feira, 08. O início de sexta-feira tem sido volátil em Wall Street. Questões geopolíticas continuam sendo observadas de perto pelos investidores, agora com o Iraque voltando ao centro das discussões. Nos indicadores, a produtividade do trabalhador dos Estados Unidos se recuperou e aumentou mais que o esperado no segundo trimestre e as bolsas ensaiam uma recuperação depois das quedas de ontem. Às 10h22 (de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones ganhava 0,12%, o Nasdaq subia 0,16% e o S&P 500 avançava 0,22%.

O Departamento de Trabalho divulgou nesta manhã números preliminares da produtividade da mão-de-obra dos norte-americanos no segundo trimestre que mostraram recuperação depois da queda de 4,5% nos primeiros três meses do ano. O índice subiu 2,5% de abril a junho, acima do esperado pelos economistas, que previam alta de 1,6%. Após a abertura do mercado, às 11h (de Brasília) saem dados dos estoques do atacado de junho. A expectativa é de que a alta dos estoques se acelere dos 0,5% de maio para 0,7% no mês seguinte, de acordo com consenso calculado pelo jornal Barron''s.

Além dos indicadores, fatores geopolíticos continuam influenciando os negócios. Na Ucrânia, autoridades internacionais alertam para a possibilidade de uma invasão da Rússia, que vem aumentando a presença de militares na fronteira com o país. Contudo, o secretário do conselho de segurança de Moscou, Nikolai Patrushev, afirmou à agência de notícias RIA Novosti que o país está pronto para mediar negociações entre o governo de Kiev e os insurgentes ucranianos no sudeste do país, aliviando a aversão ao risco e permitindo altas nos índices futuros.

No Iraque, militantes sunitas tomaram mais cidades na região norte do país e a Casa Branca enviou aviões militares para o país, com ajuda humanitária e autorizou ataques aéreos, que já começaram nesta sexta-feira. No conflito entre Israel e o Hamas, bombardeios voltaram a ocorrer após negociações no Egito fracassarem em aumentar a trégua de três dias.

"As preocupações geopolíticas visivelmente aumentaram desde o final de julho", destaca o estrategista de renda variável da Nuveen Asset Management, Robert Doll. Ele avalia que em meio aos crescentes riscos geopolíticos, números da atividade econômica piores que o esperado na Europa e bons indicadores macroeconômicos nos EUA, que sinalizam que uma alta de juros pode acontecer mais cedo que o esperado, aumentaram o potencial para uma correção mais pronunciada nos preços das ações. Além disso, a volatilidade, que aumentou nos últimos dias tende a continuar elevada, em meio a um ritmo fraco de negócios por conta das férias de verão. Hoje, os índices futuros começaram a manhã em queda, para em seguida subirem.

No noticiário de empresas, o McDonald''s anunciou que problemas com a oferta de produtos na China colocaram em risco suas metas de vendas para 2014. Na Ásia e Pacífico, o faturamento da rede de comida rápida caiu 7,3% em julho no conceito mesmas lojas, pois a empresa teve que parar de comprar carne de uma companhia que vendia produto com data vencida. Já as vendas globais recuaram 2,5%. No pré-mercado, o papel cedia 0,41%.

Por causa da situação no Iraque, operadores dizem que ações das petroleiras dos EUA devem ficar no radar hoje e nos próximos pregões. Em junho, a ExxonMobil foi forçada a retirar funcionários do país na medida em que os militantes islâmicos ganhavam força e tomavam cidades em regiões do país. No pré-mercado, o papel da empresa subia 0,08% e o de sua rival, Chevron ganhava 0,23%.

Nos balanços, a rede de televisão CBS divulgou lucro em queda de 7% no segundo trimestre, para US$ 439 milhões. Apesar da redução, o resultado ficou acima do esperado. Já as receitas caíram 5% e vieram piores que o previsto. No pré-mercado, a ação subia 1%.

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