Índices futuros sinalizam abertura em baixa em NY

Os índices futuros das bolsas de Nova York operam em baixa nesta terça-feira, 23,, o que sugere uma abertura negativa dos mercados à vista, seguindo o comportamento das ações europeias, que apresentam fortes perdas após números decepcionantes de atividade da zona do euro. Às 10h15 (de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones caía 0,32%, enquanto o Nasdaq recuava 0,28% e o S&P 500 tinha queda de 0,29%.

(SERGIO CALDAS, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, Estadão Conteúdo

23 de setembro de 2014 | 10h25

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro recuou para 52,3 em setembro, de 52,5 em agosto, segundo números preliminares da Markit. Embora o resultado acima de 50,0 indique expansão de atividade, o dado foi o pior em 2014 e ficou ligeiramente abaixo da previsão dos analistas, de uma leitura de 52,4.

Desmembrando o indicador europeu, o PMI composto da Alemanha, a maior economia do bloco, subiu para 54,0 em setembro, de 53,7 em agosto, mas o do setor industrial caiu para 50,3, de 51,4. Na França, o PMI composto recuou para 49,1, de 49,5.

Os fracos números europeus acabaram desviando a atenção dos investidores do bom desempenho da manufatura chinesa. O PMI industrial da China, medido pelo HSBC, avançou para 50,5 na estimativa preliminar de setembro, de 50,2 em agosto. O dado positivo veio após uma série recente de indicadores chineses ruins, que reforçaram temores em relação à desaceleração do gigante asiático.

Ainda nesta manhã, os EUA também divulgam seu PMI industrial, às 10h45 (de Brasília), e o índice de atividade regional do Federal Reserve de Richmond, que sairá 15 minutos depois.

No âmbito geopolítico, o foco é o ataque lançado ontem à noite pelos EUA e outros cinco países do Oriente Médio contra extremistas islâmicos na Síria. O presidente Barack Obama deverá fazer pronunciamento sobre o assunto nas próximas horas.

No noticiário corporativo, o destaque foi o anúncio do Tesouro norte-americano de regras mais rígidas para evitar que companhias locais, após transações de aquisição, mudem suas sedes legais para jurisdições onde pagariam menos impostos. A decisão afetou as ações de companhias que negociam acordos de compra e venda, principalmente no setor farmacêutico. Os ADRs da irlandesa Shire, por exemplo, caíam 4,02% no pré-mercado em Nova York, enquanto os papéis da AbbVie recuavam 5,09%.

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