Indústria de fundos tem saque de R$ 829 milhões na 1ª semana do mês

Nos fundos multimercados, a captação ficou positiva em R$ 367,543 milhões e nos de renda fixa, em R$ 358,294 milhões

Ana Paula Ribeiro, da Agência Estado,

10 de fevereiro de 2010 | 08h19

Os saques na indústria de fundos superaram as aplicações em R$ 829,458 milhões na primeira semana de fevereiro, segundo dados do site Fortuna (www.fortuna.com.br). Os fundos do poder público foram os que mais contribuíram para essa captação líquida negativa.

  As movimentações nas carteiras do poder público, que são destinadas a cotistas ligados a um dos três níveis de governo, resultaram em um saque líquido de R$ 3,058 bilhões. Esse comportamento difere do registrado em janeiro, quando a captação foi positiva nesse segmento.    Do lado das categorias que apresentaram volume de aplicações superior aos saques, destaque para os fundos de direitos creditórios (FIDC), com captação líquida positiva de R$ 764,826 milhões. Nos fundos multimercados, a captação ficou positiva em R$ 367,543 milhões e nos de renda fixa, em R$ 358,294 milhões. A avaliação da movimentação nessa indústria desconsidera os fundos de investimentos em cotas (FACs).       

Em relação à rentabilidade, os maiores ganhos da primeira semana de fevereiro foram registrados na categoria fundos referenciados "outros", com ganhos de 0,45% no período. As carteiras previdenciárias tiveram uma rentabilidade positiva de 0,29% e as de renda fixa, ganhos de 0,22%. Entre as quedas, destaque para os fundos de privatização da Petrobras, com rentabilidade negativa de 6,33%. A rentabilidade média da indústria de fundos, excluindo os FACs, ficou negativa em 0,14% na primeira semana de fevereiro.

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