Indústria deve manter expansão na margem, diz BES

Para o economista Jankiel Santos, o crescimento da produção industrial em julho indica uma tendência

Luciana Xavier e Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

04 de setembro de 2009 | 16h44

O crescimento da produção industrial de 2,2% em julho ante junho foi uma surpresa positiva e indica uma tendência para os próximos trimestres, avaliou há pouco o economista-chefe do BES Investimento, Jankiel Santos. O resultado veio acima do teto das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que previam uma expansão entre 0,30% e 2,00%, com mediana em 1,50%.

 

Ouça a entrevista na íntegra

 

Segundo Santos, a indústria manterá crescimento na margem nos próximos meses, independentemente dos fatores sazonais que impulsionam a atividade na época de final de ano. "Já tivemos a queima e agora estamos passando pela recomposição de estoques", disse, em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo.

O economista concorda com avaliação de alguns analistas de que os dados de hoje da indústria apontam para uma recuperação mais rápida da economia brasileira, sem no entanto ver a necessidade de alta de juros no curto e médio prazo. Sua projeção continua sendo de manutenção da Selic em 8,75% até o final deste ano e ao longo de 2010.

"Não é o momento de se falar em reversão da taxas de juros no ano que vem. O crescimento do PIB deve ficar próximo do potencial em 2010, mas não acredito que seja necessário fazer reversão da taxa", explicou. Ele prevê expansão ao redor de 1,2% neste e no próximo trimestre e de 3,7% em 2010, com IPCA com alta de 4,4%.

De acordo com Santos, no comunicado que será divulgado pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) na quarta-feira, deve ser citado o efeito dos estímulos fiscal e monetário na economia e também o quadro inflacionário benigno.

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