Inflação baixa puxa valorização de bolsas europeias

Cresce no mercado esperanças de que o Banco Central Europeu adicione mais estímulos à economia

Mateus Fagundes, com informações da Dow Jones Newswires,

16 de abril de 2014 | 14h28

As principais bolsas de valores da Europa encerraram o pregão em forte alta impulsionadas pela baixa inflação da zona do euro, que levantou as esperanças de que o Banco Central Europeu (BCE) adicione mais estímulos à economia, e acompanhando a onda de otimismo nos mercados de ações internacionais, causado por dados positivos da China e dos EUA. O índice Stoxx Europe 600 saltou 1,3% e fechou em 330,82 pontos, recuperando-se da perda de 1% do pregão anterior.

A taxa anual de inflação ao consumidor da zona do euro em março avançou no ritmo mais lento em quatro anos e meio, aumentando os temores de que o bloco venha a enfrentar o problema da deflação. Dados da Eurostat, a agência oficial de estatísticas da União Europeia, mostram que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 0,5% no mês ante igual período do ano passado, igualando o avanço registrado na leitura preliminar e se afastando ainda mais da meta de inflação do BCE.

Com isso, o índice atingiu em março seu menor nível desde novembro de 2009 e confirmou a previsão do mercado. Analistas avaliam que, diante da leitura consolidada ruim, o BCE terá de começar a dar novos estímulos à economia.

"O BCE corre o risco de perder a sua credibilidade se ele não reagir a qualquer nova queda da inflação da zona do euro", escreveu em nota o economista-chefe para Europa e Reino Unido da IHS Global, Howard Archer.

Por outro lado, dados positivos da China e dos EUA ajudaram a alimentar o apetite de investidores por ativos mais arriscados. A economia chinesa cresceu 7,4% nos três primeiros meses do ano, na comparação com igual período de 2013. Apesar de ficar abaixo da alta de 7,7% registrada nos três meses até dezembro, o resultado ficou ligeiramente acima da previsão de expansão de 7,3% e amenizou preocupações sobre um pouso forçado, ou hard landing, do economia. Nos EUA, a produção industrial registrou alta de 0,7% em março na comparação com fevereiro, em termos sazonalmente ajustados, informou o Federal Reserve, acima das expectativas do mercado.

No noticiário corporativo, as ações da Tesco subiram 2,62% após a empresa registrar um lucro para a negociação acima das expectativas dos analistas. O resultado impulsionou o índice FTSE-100 da Bolsa de Londres, que avançou 0,65% e fechou em 6.584,17 pontos.

A Bolsa de Milão foi a que teve os maiores ganhos entre os principais mercados europeus. O índice FTSE MID subiu 3,44% e fechou na máxima em 21.534,52 pontos, impulsionado por ações de grandes bancos. As ações do UniCredit subiram 5,87%, o Intesa Sanpaolo avançou 4,52%, o Banco Monte dei Paschi di Siena ganhou 2,76% e o Banco Popolare di Milano, +6,5%.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 subiu 1,39% e fechou na máxima a 4.405,66 pontos, impulsionado pelas ações da Veolia Environnement (+4,28%), da Renault (+3,96%) e Safran (+3,20%). O índice Dax, da Bolsa de Frankfurt, subiu 1,57% e fechou em 9.317,82 pontos, impulsionado pelos ganhos da fabricante de peças Continental (+5,15%), da Deutsche Telekom (+2,53%) e do Commerzbank (+2,64%).

Na Bolsa de Madri, o índice IBEX 35 fechou na máxima a 10,267,90 pontos (+1,63). Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI20 subiu 2,15% e fechou em 7.342,57 pontos, também na máxima. (Com informações da Dow Jones Newswires)

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