Inflação em alta torna leilão de NTN-B mais atraente

O primeiro leilão de NTN-B de 2007, cuja primeira etapa foi realizada na terça-feira (dia 9), contou com um novo ingrediente, que tornou esses títulos ainda mais atrativos: a alta, ainda que pontual, da inflação. Segundo operadores, além de os índices de preço estarem mostrando elevação desde dezembro, as coletas de preços que as instituições financeiras estão realizando confirmam que a inflação terá um período de repique mais intenso do que seria esperado. E, como as NTN-Bs são atreladas ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), esses papéis devem ter uma performance melhor do que outras opções de aplicação prefixadas. "Seja na melhora, seja na piora do mercado, as NTN-Bs devem ter uma performance melhor do que dos prefixados, inclusive dos contratos de juros futuros, por causa da alta da inflação", diz um operador.Na primeira etapa do leilão de NTN-B, foi vendida a oferta integral de 1 milhão de títulos do Grupo 1, que reuniu papéis com vencimentos nos anos de 2009, 2001 e 2015, movimentando aproximadamente R$ 1,528 bilhão. No Grupo 2, com títulos de vencimento em 2024, 2035 e 2045, foram vendidos 84.550 contratos. A segunda etapa será realizada amanhã.O início do ano é, tipicamente, um período de repique de inflação, devido a fatores como reajuste das tarifas de transportes, alta de custos do grupo Educação e elevação de preços de hortifrutigranjeiros, provocada pela chuva. Este ano, há algumas indicações de que essa pressão pode ficar um pouco mais forte, justamente porque a chuva tem sido persistente. O IPC-S da semana até 7 de janeiro - o primeiro índice de inflação do ano - veio acima do teto das previsões (+0,86% ante 0,63% do indicador anterior), pressionado principalmente pelos itens alimentos in-natura e mensalidades escolares. Embora ainda seja preciso esperar outros índices para se ter certeza sobre o impacto desses reajustes na inflação, operadores afirmam que o mercado já espera uma pressão um pouco mais forte do que em outros anos.Esse cenário torna a aplicação em NTN-Bs - que têm uma parte da rentabilidade prefixada e a outra atrelada ao IPCA - mais atraente. "Se o investidor ficar apenas aplicado em prefixados, ele corre o risco de as taxas de juros futuras subirem caso a inflação se mostre mais intensa. Quando ele aplica em NTN-B, ele pode perder no componente pré do papel, mas ganhará no componente atrelado ao IPCA", afirmou.

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